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Informativo Periódico

AELO – Boletim Informativo 1.093

Ano 24
Nº 1.093
São Paulo
01/07/2026

AELO na Bandnews TV

O Cidade Viva, do canal Bandnews TV, mostrou os investimentos em saneamento básico que são fundamentais para melhorar a qualidade de vida, valorizar regiões e impulsionar o desenvolvimento urbano. Esse é um tema essencial para nosso setor que contou com a participação de Caio Portugal, presidente da AELO. 

Assista e compartilhe com seus clientes e colaboradores, afinal temos que valorizar as entregas dos loteamentos legais e urbanizados:

https://www.youtube.com/watch?v=k8XgvyphC_Q&t=1s

Assembleia Geral Ordinária reúne lideranças da CBIC em Goiânia

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, na última quinta-feira (25), em Goiânia, sua Assembleia Geral Ordinária, em formato híbrido, com a participação de representantes das entidades associadas. Na ocasião, foram apreciadas e aprovadas as contas da gestão referentes ao exercício de 2025, além da aprovação da ata da reunião anterior e da apresentação do Relatório de Atividades da entidade no período.

A reunião foi conduzida pelo presidente do Conselho de Administração da CBIC, Renato Correia. Compuseram a mesa dos trabalhos o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho; o vice-presidente Financeiro da entidade e presidente eleito, Eduardo Aroeira; e Aloísio Soares, superintendente executivo.

A Assembleia também marcou a última reunião conduzida por Correia na condição de presidente da CBIC. Na ocasião, foi realizado um momento de homenagens e agradecimentos, em que representantes das entidades associadas compartilharam relatos sobre a trajetória do dirigente à frente da entidade e destacaram sua contribuição para o fortalecimento institucional da CBIC e para a defesa dos interesses da indústria da construção.

Secovi-SP dá posse à nova diretoria e abre novo ciclo aos 80 anos de história

O Secovi-SP realizou uma linda e prestigiada cerimônia festiva para a nova diretoria para o período 2026-2028, sob a presidência de Jorge Cury, que reuniu autoridades, empresários e lideranças do setor na Casa do Mercado Imobiliário. A solenidade também celebrou os 80 anos da entidade, marco relevante na história do desenvolvimento imobiliário e urbano do País.

A festa contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes, além de autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Marcaram presença o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Francisco Eduardo Loureiro, a deputada federal Simone Marquetto e o deputado estadual Tomé Abduch. Pelo Governo do Estado, estiveram o secretário extraordinário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima. Pela Prefeitura, compareceram os secretários municipais Diogo Soares (Habitação), Elisabeth França (Urbanismo e Licenciamento), Rodrigo Goulart (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Regina Santana (Direitos Humanos e Cidadania) e Vanderley Soares (Verde e Meio Ambiente), além do vereador Sidney Cruz, do presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, e do diretor-presidente da SP Urbanismo, Pedro Fernandes. 

Fundada em 1946 por terrenistas, a entidade acompanhou a transformação de São Paulo na metrópole atual e firmou-se como a maior representação sindical do segmento na América Latina. A trajetória foi escrita por vários presidentes apoiados por suas diretorias, e o Secovi-SP guarda uma peculiaridade que o confirma como uma verdadeira casa: desde 1970, todos os seus presidentes, excetuando-se aqueles que deram lugar à saudade, permanecem na entidade, atuando nas vice-presidências, nos conselhos e em missões especiais, contribuindo com a casa que trabalha para que outras casas sirvam de abrigo à família, ao trabalho e à vida.

Como parte da celebração dos 80 anos, o Secovi-SP apresentou sua nova identidade visual. A logotipia anterior, ancorada em telhados e blocos, deu lugar a linhas que mostram a profundidade dos alicerces, as estruturas das edificações, os caminhos, ruas e esquinas onde tudo se encontra, e o Estado de São Paulo, base territorial da entidade. A nova representação reafirma o compromisso de trabalhar pelo mercado, pelas cidades e pelas pessoas.

Em seu discurso de despedida, o ex-presidente Rodrigo Luna, atual vice-presidente de Mercado de Capitais, fez um balanço dos quatro anos de gestão e destacou o impacto da atividade na vida das famílias. “Nós não lidamos apenas com cimento, tijolo, aço, produção de empreendimentos, contratos de venda, locação e gestão de condomínios. Nós lidamos com o desenho das cidades, com o teto digno que protege as famílias e com o motor que gera emprego e renda para milhares de pessoas”, afirmou. Luna lembrou o cenário desafiador que marcou seu mandato, com a política monetária austera, a alta dos custos de construção, a revisão do Plano Diretor Estratégico e da Lei de Zoneamento da capital, e ressaltou a postura da entidade. “Não recuamos um milímetro sequer na defesa do setor imobiliário e da sociedade”, afirmou.

O ex-presidente também enalteceu a tradição associativa da entidade e o trabalho voluntário da diretoria. “Sozinho, o empresário é um alvo frágil para a burocracia, para a insegurança jurídica. Juntos, somos uma fortaleza. A dedicação voluntária de todos os nossos diretores e conselheiros, que largam as suas empresas para se doar pela comunidade e pela sociedade, foi crucial para que as nossas próprias empresas pudessem defender o coletivo”, declarou. Ao passar o bastão ao sucessor, demonstrou confiança na nova gestão. “Hoje, ao vê-lo assumir a presidência do Secovi-SP, meu sentimento é de absoluta tranquilidade e confiança. Você tem a experiência e sabedoria de sobra para enfrentar as novas tempestades, a sensibilidade para liderar nossa diretoria e a coragem necessária para defender os empreendedores e os cidadãos deste país. O Secovi-SP está em excelentes mãos.” Luna encerrou celebrando o aniversário da instituição: “Viva o Secovi-SP, que chega aos seus 80 anos, jovem, atuante e com muita energia.”

A cerimônia também homenageou o presidente-executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim, que após quatro anos ao lado de Rodrigo Luna segue colaborando com a nova gestão. Jorge Cury fez questão de registrar a importância dessa permanência. “Poucos sabem, mas essa foi uma das minhas condições para aceitar conduzir o Secovi. Ter você ao nosso lado, com sua experiência, com a firme disposição de trabalhar pelo mercado e pela sociedade, é fundamental para superar todos os desafios que temos que enfrentar como empreendedores e principalmente como brasileiros”, disse.

Ao assumir a presidência, Jorge Cury afirmou que o momento representa a continuidade de um compromisso construído ao longo de anos na entidade. “Assumir a presidência do Secovi-SP não é o começo de uma história para mim, é a continuidade de um compromisso de vida. Na vice-presidência aprendi que o Secovi-SP não é uma entidade que reage a mudanças, é uma entidade que antecipa o futuro. Eu aprendi que a nossa força não vem só das nossas empresas, mas vem da solidez dos nossos argumentos técnicos, dos nossos princípios, da nossa representatividade e da nossa união”, declarou. O novo presidente prestou tributo ao antecessor e aos ex-presidentes que moldaram a instituição. “A liderança do Rodrigo, marcada por um equilíbrio raro entre a firmeza técnica e a capacidade de diálogo, foi o farol que nos guiou em meio a tempestades, mostrando que a serenidade e o espírito público são as maiores virtudes de um verdadeiro líder”, enalteceu.

Cury detalhou o cenário desafiador que marca o início da gestão, citando os custos elevados da construção, a escassez de mão de obra, a competição pelo FGTS e o achatamento do poder de compra da classe média. Mencionou ainda a paralisação judicial da Lei de Zoneamento da capital, superada após decisão do Supremo Tribunal Federal, e as restrições impostas pelo Comaer no entorno do Campo de Marte. “De uma hora para a outra, o plano diretor de uma metrópole como São Paulo foi atropelado. E mais, não houve diálogo e não está havendo consenso. Restou um prejuízo estimado de R$ 2 bilhões por ano para o mercado imobiliário”, afirmou. O presidente apontou como prioridades a queda sustentável dos juros, o equilíbrio fiscal e a segurança jurídica, e conclamou o setor à união. “Nenhum segmento do nosso mercado se salvará sozinho. Nossa força está na integração da cadeia imobiliária. Quando o Secovi fala em uma só voz, o Brasil escuta. Quando estamos unidos, nós conseguimos mudar legislações, abrir linhas de crédito, destravar o desenvolvimento urbano.”

O prefeito Ricardo Nunes destacou a parceria entre a Prefeitura e a entidade nas discussões sobre o Plano Diretor e a Lei de Zoneamento. “Eu sou testemunha do quanto o Secovi contribuía com os dados técnicos, dialogando, colocando as questões, participando das audiências públicas”, afirmou. O prefeito ressaltou a importância da oferta de moradia para o enfrentamento do déficit habitacional. “Se a gente tem um déficit habitacional, e chegamos a ter 400 mil unidades como déficit habitacional, é um trabalho do Estado, trabalho da Prefeitura e muito mais o trabalho do setor privado, que vai colocar unidades à disposição. Quanto mais ofertas você conseguir fazer, mais você equilibra o preço”, disse. Nunes também elogiou a nova identidade visual e reforçou o apoio do município. “Vocês podem contar com a Prefeitura de São Paulo, incondicionalmente, para juntos construirmos a cidade que a gente deseja e fazer o sonho das pessoas.”

O governador Tarcísio de Freitas comparou a transição de comando a uma corrida de revezamento e parabenizou a gestão que se encerra. “A gente recebe um bastão, a gente corre o melhor que a gente pode, para passar o bastão para alguém numa situação melhor do que a gente recebeu. E pode ter certeza, Rodrigo, que você honrou muito esta casa e está passando o bastão numa situação muito legal, num tempo desafiador”, afirmou. O governador elogiou o espírito de união da entidade e destacou a parceria na recuperação do centro da capital. “O que mais me impressiona é o congraçamento, é a forma como o Secovi é unido, concorrentes que sentam na mesa para pensar o futuro do Estado de São Paulo, o futuro do setor imobiliário”, afirmou.

Tarcísio ressaltou os resultados dos programas habitacionais Pode Entrar e Casa Paulista e o papel do setor na transformação da vida das famílias. “A gente está falando de fazer a diferença. A gente está falando de realizar sonho, de dar um lar, de dar um ninho, de dar segurança”, afirmou. Ao encerrar, desejou sucesso à nova diretoria. “Parabéns, Luna, pela gestão. Parabéns, Jorge Cury. Que Deus abençoe o nosso setor imobiliário, o Secovi, que está completando 80 anos e que vem muitos mais anos pela frente. E contem sempre com a gente”, concluiu.

Sob a liderança de Jorge Cury, a nova diretoria do Secovi-SP assume o compromisso de continuar transformando o setor imobiliário paulista e brasileiro, mantendo a tradição de 80 anos de atuação enquanto abraça a inovação e a modernidade necessárias para enfrentar os desafios contemporâneos do mercado.

Confira as fotos da cerimônia!

*Confira a íntegra do discurso do ex-presidente do Secovi-SP, Rodrigo Luna

*Confira a íntegra do discurso do presidente do Secovi-SP, Jorge Cury

Secovi-SP lança guia de gestão de resíduos em condomínios

O Secovi-SP lançou, durante o ENACON 2026 – Encontro Nacional das Administradoras de Condomínios, o Guia de Gestão de Resíduos em Condomínios, uma publicação desenvolvida para apoiar administradoras, síndicos, equipes operacionais e moradores na implantação e no aprimoramento da gestão de resíduos nos empreendimentos.

A iniciativa integra as ações da entidade voltadas à disseminação de boas práticas de sustentabilidade e à promoção de uma gestão condominial cada vez mais eficiente, participativa e alinhada aos desafios ambientais contemporâneos.

Com abordagem prática e linguagem acessível, o Guia apresenta orientações para a implantação da coleta seletiva, informações sobre os principais tipos de resíduos gerados nos condomínios, estratégias de comunicação e engajamento, além de recomendações para a destinação adequada dos materiais.

Um dos destaques da publicação é a Jornada de Implantação da Gestão de Resíduos em 7 Etapas, que orienta os condomínios desde o diagnóstico inicial até o monitoramento dos resultados e a melhoria contínua do processo.

O material também reúne ferramentas de apoio à gestão, como checklists editáveis, materiais de comunicação para moradores e equipes, além de um anexo de consulta rápida com exemplos de resíduos frequentemente encontrados nos condomínios e suas respectivas formas de destinação.

Ao reunir conhecimento técnico, ferramentas práticas e materiais de apoio, o Guia busca transformar a gestão de resíduos em uma atividade mais simples, estruturada e efetiva, fortalecendo o papel dos condomínios na redução de impactos ambientais, no incentivo à reciclagem e na construção de cidades mais sustentáveis.

A publicação conta com o apoio da Atlas Schindler e está disponível gratuitamente para consulta e download acessando aqui

Moderação: o ativo que constrói nações

O vice-presidente de Relações Institucionais do Secovi-SP, Basílio Jafet, publicou artigo na edição de 24/6/2026 no Estadão!

Leia a íntegra:

Vivemos um tempo de fadiga. No cenário global, conflitos e incertezas econômicas se acumulam; no Brasil, a polarização política atingiu um nível de saturação que beira o insuportável. Há um cansaço difuso — físico e mental — que, inevitavelmente, se refletirá nas urnas. Se não for suficiente para alterar de imediato o tabuleiro político, ao menos deixará uma mensagem inequívoca: basta.

Diante desse contexto, torna-se urgente resgatar um conceito simples na forma, mas essencial na prática: a moderação. Ser moderado não é ser isento ou desprovido de convicções. Ao contrário, é justamente a clareza de princípios que permite evitar os excessos. A moderação confere equilíbrio, afasta preconceitos e torna possível o diálogo em meio ao ruído. Em ambientes decisórios, ela é sinônimo de consistência, pois raramente caminhos extremos produzem soluções sustentáveis. 

O radicalismo, por sua natureza excludente, tende a isolar seus defensores. Ao se comportarem como “donos da verdade”, ajustam a realidade às suas convicções — e não o contrário. Criam-se, assim, distorções convenientes: o “bom” e o “mau” conforme a ideologia, a qual relativiza ou torna secundários valores e princípios universais. De um lado, demoniza-se o empreendedor; de outro, diviniza-se o mercado, deixando de atentar para as responsabilidades sociais que deve assumir. Ambos os extremos fracassam ao tentar reduzir a complexidade humana a fórmulas simplistas.

 O custo desse processo é elevado: perde-se a confiança, um ativo que leva décadas para ser construído e segundos para ser destruído. Quando instituições se deixam capturar por visões radicais e se permitem invadir por ideologias, sua credibilidade se dissolve e o prejuízo é coletivo. Já vimos momentos em que dados oficiais perderam a aceitação automática e indicadores econômicos foram abertamente contestados porque o “objetivo fim” estava contaminado pela conveniência política. E quando o dado deixa de ser um espelho da realidade para ser uma ferramenta de narrativas, a credibilidade do país sofre. E sem confiança, não há desenvolvimento sustentável.

 A moderação, portanto, deve ser compreendida como um ativo estratégico. Sua importância não é apenas prática, mas também filosófica. Desde a Antiguidade, diferentes tradições convergem para a mesma ideia. Aristóteles formulou a doutrina do justo meio, segundo a qual a virtude reside entre o excesso e a falta. Buda propôs o caminho do meio, rejeitando extremos como via de realização. Confúcio valorizou o equilíbrio e a harmonia como fundamentos da vida social. Horácio, por sua vez, consagrou a “aurea mediocritas”, a dourada mediania.

A história confirma essa tese. Grandes avanços institucionais nasceram da capacidade de concertação — o ato de harmonizar interesses em busca de um objetivo comum. A Constituição dos Estados Unidos é fruto desse espírito: líderes evitaram o radicalismo e criaram um sistema de freios e contrapesos que garantiu estabilidade ao longo dos séculos. Na África do Sul, o fim do apartheid só foi possível porque Nelson Mandela optou pelo diálogo, construindo, ao lado de seus antigos adversários, uma transição pacífica.

No Brasil, exemplos não faltam. A independência ocorreu com relativa estabilidade e preservação da unidade territorial. A redemocratização de 1985 foi fruto de negociação, não de ruptura. A Constituição de 1988 consolidou direitos e fortaleceu o Estado de Direito. O Plano Real, por sua vez, demonstrou como o alinhamento de esforços pode enfrentar desafios complexos, como a hiperinflação.

Esses casos mostram que concertar — no sentido de ajustar, harmonizar — é condição para consertar. O diálogo estruturado, ancorado em princípios claros, é o caminho mais eficaz para resolver conflitos e promover o desenvolvimento. Radicalismos podem até vencer no curto prazo, mas são intrinsecamente instáveis. Alimentam-se do confronto e consomem energias que poderiam ser direcionadas à construção de prosperidade.

Hoje, mais do que nunca, essa reflexão se impõe. O esgotamento coletivo revela que a sociedade já não tolera disputas estéreis. As pessoas desejam previsibilidade, estabilidade e confiança nas instituições. Querem trabalhar, produzir e viver em um ambiente onde diferenças possam coexistir sem se transformar em antagonismos permanentes.

Cabe, portanto, às lideranças compreender este momento. É preciso abandonar a retórica do confronto e assumir o compromisso com a concertação. Não se trata de abrir mão de convicções, mas de reconhecer que nenhum projeto de nação se sustenta sem diálogo e equilíbrio. O “concerto” — entendimento entre as partes — é o único caminho para o verdadeiro “conserto” de nossas mazelas sociais e econômicas. 

Sem moderação, permaneceremos presos a um ciclo de desconfiança e destruição mútua. Com ela, porém, será possível reconstruir pontes, fortalecer instituições e edificar um futuro mais estável. Em última instância, a moderação não é apenas uma virtude individual: é o fundamento sobre o qual se constroem nações prósperas.

Basílio Jafet é vice-presidente de Relações Institucionais do Secovi-SP. Texto publicado em 24/6/2026 no Estadão!

AELO: (11) 3289-1788        www.aelo.com.br

 

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