O mercado brasileiro de loteamentos iniciou 2026 em ritmo mais cauteloso, mas mantendo fundamentos sólidos. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica para AELO e Secovi-SP mostra que os lançamentos de lotes registraram queda de 23% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as vendas recuaram 16%. Apesar da desaceleração, os estoques continuam em trajetória de redução, sinalizando a permanência da demanda pelo lote urbanizado como alternativa de moradia e investimento.
Segundo a pesquisa, o estoque nacional chegou a 155.959 lotes ao final de março, uma redução de 6% frente ao trimestre anterior. O movimento demonstra que o mercado segue absorvendo a oferta disponível, mesmo em um ambiente econômico marcado por juros elevados e crédito mais restrito.
A Região Sudeste manteve a liderança do setor, concentrando 47% dos lançamentos e 46% das vendas realizadas no país. O Centro-Oeste aparece na sequência, respondendo por 23% dos lançamentos e 17% das vendas.
O estudo também mostra estabilidade nos preços dos loteamentos abertos. O valor médio nacional atingiu R$ 597 por metro quadrado, praticamente sem variação em relação ao trimestre anterior. Nos loteamentos fechados, o preço médio ficou em R$ 1.059 por metro quadrado.
Associados podem pedir a pesquisa completa pelo email – [email protected]

O 3.º Fórum AELO Estadão de Loteamentos Urbanos, programado para 3 de agosto, a partir das 8h30, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, já tem agenda de conteúdo:
Prepare-se para debates que vão discutir desafios e oportunidades para nosso setor.

A edição de março da revista Economy Real Estate traz uma homenagem aos 80 anos do Secovi-SP, ressaltando a trajetória da entidade desde sua fundação, em 1946, e sua contribuição para o desenvolvimento do mercado imobiliário no Brasil.
Na publicação, o presidente do Secovi-SP para o biênio 2026–2028, Jorge Cury, destaca que a participação ativa da entidade em diferentes frentes tem sido fundamental para a mitigação de riscos em um setor em que o custo do erro é elevado. A revista também evidencia o papel das lideranças que, ao longo dos anos, contribuíram para consolidar uma instituição sólida, representativa e influente no cenário urbano e imobiliário nacional.
Leia: https://secovisp.com/40B2TfB

O Conselho de Administração da CBIC reuniu-se em Brasília para discutir temas estratégicos para o setor da construção, com destaque para a sustentabilidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a inovação tecnológica e o cenário político-econômico nacional. O encontro reuniu lideranças empresariais de todo o país para avaliar os desafios e oportunidades que impactam o mercado imobiliário e a indústria da construção.
Entre os principais assuntos debatidos esteve a necessidade de preservar a capacidade de financiamento habitacional do FGTS, considerado fundamental para a produção de moradias e para a manutenção do crédito imobiliário no Brasil. Os participantes também discutiram iniciativas voltadas à inovação, produtividade e modernização do setor, reforçando a importância da transformação digital e da adoção de novas tecnologias para aumentar a competitividade das empresas da construção.
A reunião também abordou o ambiente político e as pautas em tramitação no Congresso Nacional que podem impactar a atividade econômica e o mercado imobiliário. A avaliação dos dirigentes foi de que o setor precisa manter diálogo permanente com os poderes Executivo e Legislativo para garantir segurança jurídica, ampliar investimentos e preservar condições favoráveis ao desenvolvimento da construção civil, um dos segmentos com maior capacidade de geração de emprego e renda no país.

Artigo do Paulo Cavalcanti, presidente do instituto que leva seu nome, publicado 12/06/2026 no portal E Aí? Informação com consciência, faz uma reflexão sobre a força da classe produtiva.
Você acha que o dinheiro elege candidatos? Talvez. Mas ele não garante que os eleitos defendam o seu voto. Leia e entenda por que a classe produtiva ainda não percebeu onde está sua verdadeira força.
A classe produtiva sabe como gerar empregos, investimentos, inovação e desenvolvimento. Falta descobrir como transformar sua força econômica em força política legítima.
Existe uma verdade inconveniente que muitos empresários ainda resistem em admitir: a classe produtiva brasileira é economicamente forte, mas politicamente frágil.
Não porque lhe faltem recursos, estrutura ou lideranças, mas porque ainda lhe falta consciência da própria força.
Durante décadas, acreditamos que a melhor forma de defender nossos interesses era apoiar governos, financiar campanhas ou nos aproximar do poder. Mas os resultados estão aí: carga tributária elevada, burocracia crescendo, insegurança jurídica afastando investimentos, e o custo Brasil reduzindo a competitividade de quem produz.
A principal objeção a essa reflexão costuma vir dos próprios empresários: “Paulo, eleição se ganha com dinheiro.”
Sim, o dinheiro ajuda candidatos a conquistar votos. Mas há uma diferença fundamental que poucos perceberam: o dinheiro ajuda a eleger candidatos para os projetos deles, não necessariamente para os nossos.
Quantas vezes setores produtivos apoiaram candidatos que, depois de eleitos, passaram a responder aos interesses dos partidos, dos governos ou das próprias carreiras políticas?
Outros grupos da sociedade compreenderam há muito tempo que quem financia campanhas pode ganhar acesso, mas quem organiza votos conquista representação. Foi assim que evangélicos construíram representação política e movimentos ligados às pautas LGBTQIA+ ampliaram sua presença institucional, por exemplo.
Independentemente das pautas defendidas, existe uma lição comum: entenderam que a força política duradoura surge da organização, da convergência e do voto.
Enquanto isso, a classe produtiva permaneceu fragmentada. Cada setor defendendo seu interesse, cada entidade olhando para sua própria realidade e cada empresário preocupado apenas com o próprio negócio.
Nenhuma democracia ignora uma sociedade organizada e nenhum parlamento ignora milhões de votos atuando de forma convergente. É exatamente aí que entra a força do associativismo, com o poder das associações, federações, confederações e entidades empresariais que formam a maior rede de representação da sociedade produtiva brasileira.
portanto, a pergunta que precisamos fazer não é quantos recursos possuímos, mas quantos votos somos capazes de organizar?
A estrutura já existe, o que falta é despertar para a necessidade de construir representantes comprometidos com quem produz, empreende, gera empregos e sustenta a economia nacional. A maior força da classe produtiva não está no dinheiro que ela entrega aos candidatos. Está nos votos que ela ainda não aprendeu a organizar.
Se a democracia amadurece quando o cidadão compreende sua responsabilidade, a classe produtiva amadurece quando compreende a força dos empresários, empreendedores, produtores rurais e profissionais liberais. Não baseada em favores ou proximidade com governos, mas na representação legítima de quem produz riqueza e ajuda a construir o país.

O Encontro do Mercado Imobiliário realizado nesta terça-feira (16), em São
José dos Campos, reuniu empresários, dirigentes setoriais, autoridades públicas e
representantes da cadeia produtiva da habitação em uma manhã marcada pelo
diálogo e pela construção de agendas comuns para o desenvolvimento urbano e
econômico da região.
Promovido pelo Secovi-SP e pela Associação das Construtoras do Vale do Paraíba
(Aconvap), o evento teve como convidado especial o vice-governador do Estado
de São Paulo, Felício Ramuth, que apresentou sua visão sobre o papel estratégico
do mercado imobiliário para o crescimento sustentável do Estado, além de discutir
oportunidades de investimentos, infraestrutura e políticas públicas voltadas à
habitação e ao desenvolvimento regional.
A forte participação de lideranças empresariais e representantes do setor
demonstrou a relevância do encontro como espaço de aproximação entre a
iniciativa privada e o poder público, fortalecendo o ambiente de negócios e
contribuindo para a construção de soluções que impulsionem o desenvolvimento
das cidades paulistas.
Para o presidente da AELO, Caio Portugal, o encontro reafirmou a importância de
manter canais permanentes de diálogo entre o setor produtivo e o governo
estadual.
"O sucesso deste encontro demonstra a força e a relevância do mercado
imobiliário para o desenvolvimento de São Paulo. A presença do vice-governador
Felício Ramuth reforça o compromisso do Estado em ouvir o setor e construir, em
conjunto, soluções que ampliem o acesso à moradia, promovam investimentos e
gerem emprego e renda para a população. O diálogo institucional é fundamental
para avançarmos em uma agenda de crescimento sustentável para nossas
cidades", destacou Caio Portugal.
Ao final do evento, os participantes ressaltaram a importância de iniciativas que
promovam a integração entre empresários, entidades representativas e gestores
públicos, fortalecendo o papel do mercado imobiliário como um dos principais
motores da economia paulista.



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