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Informativo Periódico

AELO – Boletim Informativo 1.090

Ano 24
Nº 1.090
São Paulo
10/06/2026

Os desafios que vão impactar o loteamento nos próximos anos CDU debateu reforma tributária, IA e desafios do desenvolvimento urbano

A reunião do Comitê de Desenvolvimento Urbano (CDU) da AELO apresentou um panorama abrangente das principais ações institucionais, regulatórias, econômicas e tecnológicas que impactam o setor de loteamentos e desenvolvimento urbano. O encontro reforçou a atuação da entidade junto aos poderes Executivo e Legislativo, discutiu os impactos da reforma tributária, avanços regulatórios em órgãos estaduais, relacionamento com concessionárias e trouxe exemplos práticos de inovação com inteligência artificial aplicada ao mercado imobiliário.

O presidente da AELO, Caio Portugal, fez uma análise do cenário político e econômico brasileiro e destacou a necessidade de maior participação dos empresários do setor nos debates públicos e legislativos.

Segundo ele, o segmento de loteamentos precisa assumir uma postura mais ativa na defesa de seus interesses, especialmente diante de temas que podem afetar diretamente a competitividade das empresas, como: Reforma Tributária, mudanças nas relações trabalhistas, propostas de redução da jornada de trabalho, a crescente judicialização de atividades econômicas e a regulações ambientais e urbanísticas.

Portugal ressaltou que o setor possui relevância estratégica para a economia brasileira, sendo responsável por geração de emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional. Defendeu que empresários, loteadores e prestadores de serviços acompanhem mais de perto as discussões legislativas e os posicionamentos dos parlamentares.

“A nossa sociedade está dormente. Nós aqui que somos empresários, empreendedores ou prestadores de serviços, nós estamos dormindo. Assim, essa última quadra foi uma atuação contra a iniciativa privada, contra o direito, contra a possibilidade de empreender. Ou a gente reage, ou a gente vai ter uma nova quadra que vai ser pior do que está”, disse Caio Portugal.

Outro destaque foi o alerta para a preparação das empresas diante das mudanças que virão com a reforma tributária, que exigirá revisão de processos, modelos financeiros e estratégias empresariais.

Caio Portugal também apresentou atualizações das negociações mantidas pela AELO com órgãos estaduais e as intensas agendas de Relações Institucionais e Regulatória.

 

A entidade participou de reunião com a presidência da ARTESP para discutir a aprovação de acessos rodoviários, a utilização de faixas de domínio, as travessias e obras associadas aos empreendimentos e dar maior previsibilidade nos processos de análise. A agência demonstrou abertura para construir canais permanentes de diálogo com o setor.

Outro tema relevante foi a regulamentação dos investimentos realizados pelos loteadores nas áreas atendidas por concessionárias de saneamento. As discussões envolvem a definição do que é investimento local do empreendedor e a diferenciação dos investimentos estruturantes, além dos critérios para reembolso e reconhecimento dos aportes realizados pelos empreendedores;

A AELO informou que mantém diálogo simultâneo com a ARSESP, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e a Sabesp para construir uma solução que possa servir de modelo para todo o Estado.

“Tivemos uma agenda com a secretária de Infraestrutura, Meio Ambiente e Logística, Natália Rezende, para alinhar diretrizes de implantação de redes, ressarcimento de ativos e andamento do cronograma da Nova Sabesp. Isso sendo um bom benchmark, a ideia é levar isso para as outras concessionárias, regionais, autarquias e municipais”, concluiu Caio Portugal.

 

Campanhas institucionais, desenvolvimento setorial e pesquisas

O diretor Institucional, Jorgito Donadelli, apresentou ações voltadas ao fortalecimento institucional do setor, começando pelo relacionamento com concessionárias, estudo sobre cooperativa de crédito, o Fórum em parceria com o Estadão e campanha de Valorização do Lote Urbanizado.

A AELO pretende retomar as oficinas técnicas realizadas anteriormente com a CPFL, que permitiram resolver diversos gargalos operacionais dos empreendimentos. Para isso, será enviada uma pesquisa aos associados para identificar prioridades e problemas enfrentados pelas empresas.

A entidade também iniciou estudos para avaliar a viabilidade de uma cooperativa de crédito voltada ao setor de loteamentos. Uma pesquisa será encaminhada aos associados para mapear qual o volume financeiro movimentado, as necessidades de crédito e o interesse em participar de uma estrutura cooperativista.

Donadelli apresentou a nova campanha institucional da AELO destinada ao consumidor final, para reforçar que o lote urbanizado é uma alternativa acessível de investimento, pode ser utilizado para moradia, que viabiliza atividades econômicas, possui potencial de valorização patrimonial e tem baixa barreira de entrada para aquisição.

“A campanha já está no ar, mas vamos fazer um lançamento com distribuição do material para todos os associados poderem usar em suas comunicações. O retorno está surpreendendo, com bom engajamento nas redes sociais. Isso é muito positivo e um indicativo que precisamos dar informação para estimular as pessoas a considerar a compra do lote”, explicou.

Jorgito Donadelli fez um convite a todos para participar do 3.º Fórum AELO Estadão de Desenvolvimento Urbano, dia 3 de agosto, com o objetivo debater loteamentos, regularização fundiária e o futuro do mercado.

Integração Operacional com a Sabesp

A diretora Ruth Portugal, coordenadora do GT’s do Secovi-SP, apresentou avanços nas discussões técnicas mantidas entre AELO e Sabesp. Entre os principais resultados estão a melhoria nos processos de aprovação, a padronização documental, resultados das reuniões técnicas de alinhamento antes da execução das obras, estudo de maior previsibilidade operacional e a disponibilização de manuais e orientações técnicas. 

“Temos muitas planilhas para mostrar e intensificamos muito o cronograma de trabalho com Sabesp e ABNT. A recomendação aos associados é que acompanhem nossos relatórios. Em 24 de setembro realizaremos o seminário “Soluções Baseadas na Natureza no Desenvolvimento Urbano: Diretrizes técnicas, projetos e experiências no setor Imobiliário”, para discutir o papel das Soluções Baseadas na Natureza (SbN) como estratégia que permitam sua incorporação desde a concepção dos projetos até o processo de aprovação e licenciamento de loteamentos e empreendimentos imobiliários”, anunciou Ruth Portugal.

Outra linha de trabalho é conhecer as opções de construção modular e as soluções integradas para tipologia de casas de 40m², dentro das conformidades da Caixa para melhor financiamento. “Vamos fazer visitas técnicas nas principais empresas para conhecer soluções em casa modular e, em agosto, vamos fazer uma reunião com associados e visita para conhecer soluções que agreguem valor aos nossos empreendimentos”. 

Graprohab – Modernização e Eficiência

Lacir Baldusco, presidente do Graprohab, apresentou a evolução do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais e os avanços obtidos nos últimos anos. Das planilhas e papelada com carimbo até a transformação digital.

"A modernização promovida pelo Graprohab transformou o processo de licenciamento de empreendimentos habitacionais em São Paulo. Com a adoção do sistema digital, os pedidos de aprovação de loteamentos e condomínios passaram a ser realizados integralmente pela Plataforma SEI (Sistema Eletrônico de Informações), reduzindo a burocracia, aumentando a transparência e contribuindo para a diminuição dos prazos de análise dos projetos.", disse o presidente do órgão colegiado.

Os destaques dessa modernização são expressivos: reduziu o prazo médio de análise de 4 meses para aproximadamente 30 dias, modernizou os sistemas de avaliação, lançou o uso do georreferenciamento, fortaleceu a comunicação institucional e investiu na capacitação permanente dos técnicos.

Lacir Baldusco apresentou os resultados de 2025, com 1.445 processos analisados, a estrutura técnica formada por profissionais especializados e ressaltou a consolidação de manuais técnicos e roteiros de análise, e destacou a expectativa de ampliar a integração operacional com a Sabesp.

Reforma Tributária, um impacto gigantesco para empresas de loteamento

A empresa de consultoria e assessoria especializada em negócios imobiliários RExperts apresentou os impactos do maior choque fiscal do país:  a Reforma Tributária. 

O sócio fundador da empresa, Guilherme Lapo, explicou como a criação da CBS e do IBS alterará profundamente a tributação do setor imobiliário e, especialmente, dos loteamentos. Ele mostrou o cronograma de implantação das mudanças tributárias, como a transição gradual até 2033, a extinção progressiva do PIS/Cofins e a criação da CBS e IBS, finalizando com relevantes exemplos do regime específico para o setor imobiliário.

É preciso estar preparado para as mudanças no setor imobiliário e entender que há benefícios previstos para o setor, que contará com uma redução de 50% da alíquota padrão para vendas, a redução de 70% para locações, ter um redutor social de R$ 30 mil por lote residencial e um redutor de ajuste relacionado ao valor agregado do imóvel. A operacionalização dos cálculos tributários se tornará significativamente mais complexa”, explicou.

Para a RExperts, entre os principais desafios é no cálculo da venda de um lote parcelado, pois cada parcela recebida deverá considerar o rateio proporcional do redutor social, o proporcional do redutor de ajuste e o cálculo individualizado da base tributária. 

No exemplo apresentado no CDU, a RExpert usou dois exemplos fáceis de entender a complexidade do processo fiscal.

“Se for um lote de 100 mil, não vai ser 100 mil o valor da base de cálculo. Precisará fazer a subtração do redutor social. O redutor social no mercado de loteamento é de 30 mil reais por lote residencial. Só que além do redutor social, tem o mais polêmico de todos, que é o redutor de ajuste. Esse redutor é aquele que traz a ideia do valor agregado. A gente agrega de valor de um imóvel que já existia ou de um terreno. Subtraindo esses dois redutores compõem a base de cálculo, e é sobre essa base que incide a alíquota dos 3,5%”, mostrou Guilherme Lapo. 

Mas, e se for um lote parcelado? Por exemplo, lote com 5% de sinal e o resto das parcelas em 120 parcelas. É preciso retirar o redutor social, o redutor de ajuste, por parcela. Ou seja, se a venda for de 5%, 10% de sinal, com 10% dos 30 mil do redutor social, e 10% do redutor de ajuste, sobrou a base de cálculo para calcular o IVA daquela parcela, daquele lote. “E tudo isso é registrado todo mês, então isso gera a densidade operacional. É mais que ter uma planilha, é uma matemática complexa”, completa.

Segundo o especialista, as empresas precisarão revisar seus estudos de viabilidade, os fluxos de caixa, a precificação dos produtos e ter uma modelagem financeira dos empreendimentos futuros.

“É preciso se preparar para a transição da Reforma Tributária, entender as mudanças, preparar nossos fornecedores e fazer um trabalho de esclarecimento para os clientes”, recomenda Caio Portugal, presidente da AELO.

Inteligência Artificial Aplicada ao Mercado Imobiliário e o aumento de eficiência

No CDU, a apresentação da empresa Lastro mostrou como a inteligência artificial já está sendo utilizada comercialmente por incorporadoras, loteadoras e construtoras.

Os números apresentados impressionam: mais de 200 empresas atendidas e mais de 5 milhões de consumidores impactados em todo o país e uma IA, a Laís, que atende o mercado imobiliário com muitas soluções tecnológicas com toque de humanização.

Como a plataforma LAIS funciona? Ela atua diretamente pelo WhatsApp, e nas ferramentas de interação como sites, landing pages, facebook Ads, Instagram Ads e portais imobiliários.

“A IA já é uma realidade e a solução da LAIS é IA generativa, com vários benefícios, desde o atendimento em menos de 15 segundos até a qualificação automática de leads; da integração com CRM a personalização conforme a identidade da empresa”, explicou Ricardo Azevedo.

A apresentação reforçou que a inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a ser uma ferramenta concreta de aumento de produtividade e eficiência comercial.

Mais informações sobre LAIS, no site www.lais.ia 

Capacitação Profissional passa pelo Curso de Loteamentos

A Gestora AELO e coordenadora do Curso de Loteamentos, Mariangela Machado, apresentou a atualização do Curso de Loteamentos da AELO, que teve início em 7 de abril de 2026 e tem 165 alunos inscritos de nove estados brasileiros.

Ainda é possível participar dos módulos que vão até setembro. O programa é composto por seis módulos, com aulas de especialistas reconhecidos do mercado. Ainda é possível participar dos cursos de aprovações, implantação, entrega de obras e serviços, curso de contratos e registros de loteamento, curso de administração, marketing, comercialização, inovação e no final com uma palestra de um “case” de empreendimento com curadoria do arquiteto Luciano Borghese.

Há descontos interessantes para associados. Participe e invista na capacitação profissional.

A AELO, sempre atenta, reforça agenda estratégica para fortalecer o ambiente de negócios do setor.

** Fotos Calão Jorge

AELO destaca reforma tributária, inteligência artificial e ambiente de negócios durante reunião do CDU

A reunião do Comitê de Desenvolvimento Urbano (CDU) da AELO realizada em 9 de junho reuniu empresários, especialistas e representantes de órgãos públicos para discutir os principais desafios e oportunidades do setor de loteamentos e desenvolvimento urbano. Entre os temas centrais estiveram a reforma tributária, a modernização dos processos regulatórios, a relação com concessionárias e o avanço da inteligência artificial aplicada ao mercado imobiliário.

Na abertura do encontro, o presidente da AELO, Caio Portugal, reforçou a necessidade de maior participação do empresariado nos debates públicos e alertou para os impactos das mudanças tributárias, trabalhistas e regulatórias que deverão afetar diretamente a competitividade das empresas nos próximos anos. Segundo ele, o setor precisa se preparar para um novo ambiente de negócios e fortalecer sua representatividade junto aos poderes Executivo e Legislativo.

O apelo de Caio Portugal é para que os empresários valorizem as eleições deste ano. “Para mudar, é preciso fazer boas escolhas no pleito”. Elias Zitune, diretor de assuntos Regionais da AELO, endossou e ressaltou a importância de participar dos eventos do setor que levam parlamentares e executivos para dialogar.

A agenda institucional também apresentou avanços importantes nas negociações com ARTESP, ARSESP e Sabesp. A entidade trabalha para ampliar a previsibilidade dos processos de aprovação de empreendimentos, melhorar as regras relacionadas aos investimentos em infraestrutura e construir soluções que reduzam entraves para os loteadores em todo o Estado de São Paulo.

Duas apresentações extremamente relevantes dimensionaram o impacto da reforma Tributária no setor e outra sobre a utilização da Inteligência artificial para melhor eficiência e gerar maior lucratividade.

A mais recente pesquisa da Brain, sobre o desempenho do setor de loteamentos, estará disponível aos associados da AELO mediante solicitação à entidade, pelo email: [email protected] 

 

Fiesp defende liberdade de escolha sobre escala de trabalho


Centenas de entidades num abaixo assinado, capitaneados pela Fiesp, que representam mais de 40 milhões de empregos, quase 90% do PIB brasileiro, bilhões de reais em investimentos, exportações, e que estão presentes em todos os cantos do Brasil, pedem: ”Senhoras Senadoras e Senhores Senadores, votem pela modernização do trabalho. Votem pela PEC 12, a do Trabalho Flexível, e deixem o brasileiro escolher o seu próprio caminho”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), junto com confederações de diferentes setores econômicos, divulgou nesta terça-feira (9) uma carta aberta com mais de uma centena de assinaturas em apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026.

Segundo o documento, a proposta permitiria ao trabalhador ajustar a jornada de acordo com necessidades pessoais e profissionais, mantendo direitos da CLT, como 13º salário, férias, FGTS e aviso prévio. 

Carta na íntegra - https://hotsite.fiesp.com.br/umacartaparaobrasil/ 

"Uma carta para o Brasil que acorda cedo

A vida não bate ponto do mesmo jeito todos os dias. Tem mês que o movimento bomba e o trabalhador consegue tirar uma boa comissão. Tem mês que a coisa aperta e é preciso correr atrás de um extra para fechar as contas.

Tem dia que o filho fica doente, que é necessário sair mais cedo para levar o pai ao médico ou para ver a apresentação da filha na escola. Quem está na luta sabe: a vida real não cabe numa caixinha fechada.

Hoje, o Senado Federal analisa a PEC 12, do Trabalho Flexível. Mais que uma alteração na Constituição, ela é a chance de finalmente colocar a decisão na mão de quem move este país: você, trabalhador brasileiro.

Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar o ano sem dívida? Também dá.

E tudo isso com os direitos da CLT garantidos, como 13º salário, férias, 1/3 de férias, FGTS, aviso prévio etc. É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida.

Mas existe outra proposta em votação que quer fazer exatamente o contrário: impor a mesma escala engessada para todo mundo, como se o Brasil real funcionasse em "tamanho único".

O garçom, que vive da taxa adicional de serviço, não quer uma lei que tire seus melhores dias de trabalho. O vendedor, que conta com a comissão, precisa de tempo para vender, não de uma folga obrigatória. O Microempreendedor Individual (MEI), que tem apenas um empregado, ficará sem ele mais um dia na semana.

Toda essa rigidez aumenta o custo dos produtos e serviços e, no fim, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus, no valor do condomínio...

Por isso, os abaixo assinados, que representam mais de 40 milhões de empregos, quase 90% do PIB brasileiro, bilhões de reais em investimentos, exportações, e que estão presentes em todos os cantos do Brasil, pedem:

Senhoras Senadoras e Senhores Senadores, votem pela modernização do trabalho. Votem pela PEC 12, a do Trabalho Flexível, e deixem o brasileiro escolher o seu próprio caminho."

Encontro do Mercado Imobiliário em São José dos Campos recebe vice-governador Felicio Ramuth

São José dos Campos receberá um encontro exclusivo do mercado imobiliário, com lideranças, autoridades e convidados estratégicos do setor. O Vice-governador do Estado de São Paulo, Felício Ramuth, é o convidado especial do Encontro do Mercado Imobiliário promovido pelo SECOVI SP e Associação das Construtoras do Vale do Paraíba (Aconvap), dia 16 de junho, com o tema “São Paulo: a locomotiva do Brasil e o papel do mercado imobiliário no futuro do Estado”.

. Será uma manhã de diálogo institucional, networking qualificado e troca de experiências sobre o desenvolvimento do mercado imobiliário em São José dos Campos e região.

16 de junho de 2026 (terça-feira) - 8h30 às 12h30  

Av. Dr. Danilo Stanzani, 800 – Pecuária São Sebastião, Urbanova. (Chácara do Marcelo Tomba)      Evento presencial   

Credenciamento - https://secovi.com.br/evento/encontro-em-sjc-cafe-com-vice-governador-felicio-ramuth 

Lei do Rio Canoas em Franca gera debate e setor propõe ajustes para garantir moradia e preservação ambiental

A Regional Franca da AELO acompanha a proposta de nova legislação para a Macrozona do Rio Canoas, em Franca, que tem mobilizado o setor imobiliário e urbanístico em torno de um ponto central: como garantir a proteção ambiental sem comprometer o acesso à moradia e o desenvolvimento ordenado da cidade.

O Projeto de Lei Complementar em discussão estabelece regras mais rígidas para ocupação do solo, com ampliação das áreas de preservação permanente (APPs), exigência de lotes maiores (5 mil m²), aumento da carga tributária e novas obrigações ambientais. Embora a proteção da bacia seja considerada essencial, especialistas apontam que o modelo pode reduzir significativamente a oferta de urbanização formal.

Entre os principais pontos de preocupação está o risco de encarecimento do solo urbano e da moradia, além da redução da atratividade para novos empreendimentos. A combinação de restrições urbanísticas severas, tributação elevada e alta complexidade regulatória pode impactar diretamente a viabilidade econômica de loteamentos regulares.

Para Jorgito Donadelli, diretor institucional da AELO, o debate precisa ser conduzido com foco no interesse coletivo e no papel estratégico da urbanização planejada. “Estamos tratando de uma área fundamental para o futuro da cidade. Precisamos garantir que a legislação permita a produção de moradia com qualidade, por meio de loteamentos urbanizados, que entregam infraestrutura, organização urbana e benefícios diretos para o município”.

Haverá uma audiência pública no dia 16 de junho, quando os empresários do setor imobiliário apresentarão 12 propostas de emenda com base num estudo detalhado do Instituto Gaia.

 

Secovi-SP aponta mercado imobiliário resiliente no interior paulista, apesar de desafios econômicos e políticos

O mercado imobiliário do estado de São Paulo encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados robustos em vendas, apesar de uma retração nos lançamentos, especialmente no segmento do Minha Casa Minha Vida. Os dados foram apresentados, dia 27/5, pelo Secovi-SP em webinar que reuniu 60 participantes, representantes do setor, para debater os resultados das 42 cidades pesquisadas no interior paulista, na Baixada Santista e na Região Metropolitana de São Paulo.

Na cidade de São Paulo, os últimos 12 meses registraram o lançamento de 138,2 mil unidades, movimentando R$ 80 bilhões. As vendas somaram 114 mil unidades e R$ 58 bilhões no mesmo período. O Minha Casa Minha Vida responde por 62% dos lançamentos e 65% das vendas, reflexo da crescente participação do programa nos resultados do setor. Em contrapartida, o segmento de médio e alto padrão apresentou no primeiro trimestre queda de 20% no número de unidades lançadas e de 21% no valor vendido no primeiro trimestre.

Marcos Kahtalian, sócio-fundador da Brain Inteligência Estratégica, empresa responsável pela análise das 42 cidades do interior e região, apresentou dados que reforçam o cenário de demanda aquecida. A pesquisa de intenção de compra realizada pela Brain no primeiro trimestre de 2026 identificou que 49% dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel, patamar que se mantém elevado desde meados do ano anterior. Desse total, 29% têm intenção de compra de curto prazo — até um ano — e outros 39% planejam comprar em até dois anos, totalizando quase 70% com intenção consolidada.

Kahtalian destacou que esse apetite pela aquisição de imóveis tem base em fundamentos econômicos concretos: seis anos seguidos de crescimento, menor taxa de desemprego histórica da série da PNAD, crescimento real dos salários e disponibilidade de crédito. “Ele tem o imóvel que pode comprar, tem crédito para comprar e esse crédito vem crescendo, com previsão de 16%”, afirmou. Outro dado citado pelo pesquisador foi o volume de formações e dissoluções familiares: aproximadamente 1 milhão de casamentos e 400 mil separações são registrados por ano no Brasil, gerando demanda estrutural e permanente por moradia.

Nas 42 cidades pesquisadas — que reúnem 16 milhões de habitantes e representam 36% do PIB estadual e 35% da população do estado —, o primeiro trimestre mostrou queda de 15% nas unidades lançadas, mas crescimento de 7,9% nas unidades vendidas. O Valor Global de Vendas (VGV) vendido cresceu 16,8%, chegando a R$ 9,6 bilhões no trimestre e a R$ 38,5 bilhões no acumulado de 12 meses. Somando São Paulo e o interior pesquisado, o setor movimentou cerca de R$ 96,5 bilhões em vendas nos últimos 12 meses.

Matéria completa - https://secovi.com.br/secovi-sp-aponta-mercado-imobiliario-resiliente-no-interior-paulista-apesar-de-desafios-economicos-e-politicos/  

Eliana Calmon e Moira Toledo

Enacon Secovi-SP debate o futuro do viver

“Custo Brasil e a insegurança Jurídica” será o tema da palestra Magna do Encontro Nacional das Administradoras de Condomínios/Enacon. 

A palestrante será a jurista Eliana Calmon, primeira mulher do STJ (1999-2013) e uma das vozes mais contundentes na análise crítica da instabilidade e desequilíbrio da tripartição de poderes da República.

“Ano a ano, o Enacon vem evoluindo em suas abordagens. O mercado imobiliário é transversal. Todas as atividades estão interligadas. Atividades estas que impactam o desenvolvimento urbano. Desenvolvem as cidades, os estados e o País. Modulam as conexões humanas. Tudo isso faz parte de um repertório coletivo, sendo primordial começar discutindo o Brasil”, afirma Moira Toledo, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP.

A 22ª edição do Enacon acontecerá em São Paulo, dias 17 e 18 de junho, no Milenium Centro de Convenções. No dia 19, ocorre visita técnica ao icônico Edifício Copan. Inscrições: www.secovi.com.br

Editorial da mídia repercute PEC 6 x1. Vale a pena ler.

EDITORIAL do GRUPO BANDEIRANTES – RÁDIO E TV sobre a PEC 221/2019 aprovada pela Câmara dos Deputados.

Uma grande armadilha está sendo preparada contra o trabalhador por uma união de forças que junta posições contraditórias e até adversários. Todas alimentadas por um ponto comum. Enganar o eleitor com uma promessa falsa, traiçoeira e demagógica. Ao patrocinarem a redução da jornada de trabalho, ou ao aderirem a essa ideia, sabem - porque é impossível não saber - que o resultado deste ataque às empresas se voltará contra o trabalhador e contra toda a sociedade. E logo ali na frente. Não há como escapar disso, como mostram os especialistas responsáveis e sérios, bem ao contrário de políticos pusilânimes e oportunistas, que formam agora uma quase unanimidade covarde - e destituída de qualquer resquício de vergonha ao desempenhar esse papel desonroso. Agem os de má-fé e os oportunistas de ocasião - juntos nessa manobra que quer arrancar votos, baseada numa mistificação grosseira. A promessa de melhorar a vida do trabalhador quando a realidade econômica das empresas escancara uma inevitável sequela. Engessar e encarecer a contratação de trabalho, com a imposição deste novo regime, vai impactar a economia e a conta virá, em pouco tempo, para todos. E virá forte. Estão vendendo agora uma falsa vantagem para entregar, depois, uma vida cara e bem mais difícil. Este voto que querem conquistar com mentiras, pode eleger uma tragédia na vida real do eleitor. É uma armadilha mal disfarçada e perigosa que atinge todo o país. Esta é a opinião do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

 

AELO: (11) 3289-1788        www.aelo.com.br

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