Dizem que, no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval. É uma verdade relativa. No vibrante setor imobiliário, 2026 começou, realmente, em 1.º de janeiro, e já desenvolve uma vibrante agenda de eventos. A AELO, por exemplo, festeja 45 anos de história e de conquistas no dia 24. No dia seguinte, será lançado o livro “Loteando uma Gleba”, conforme já foi noticiado por este boletim. O presidente da AELO, Caio Portugal (foto), assume cargo na Federação das Indústria do Estado de São Paulo (FIESP), confirma para novembro o lançamento do livro dos 45 anos da nossa entidade e já começou a preparar a pauta para a primeira reunião do ano do Comitê de Desenvolvimento Urbano (CDU), do qual é coordenador. O encontro híbrido será em 16 de março, das 12h30 às 14h30, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. O Secovi-SP, tradicional parceiro da AELO, está de presidente novo, um dos temas deste AELO ON. E o Prêmio Master Imobiliário, promoção anual conjunta do Secovi-SP e da FIABCI-Brasil, já abriu as inscrições. Por sua vez, a CBIC, Confederação Brasileira da Indústria da Construção anuncia para 19 a 21 de maio, em São Paulo, a realização do Encontro Nacional da Indústria da Construção.
Por conta do Carnaval, a AELO não terá expediente na segunda-feira, dia 16, e na terça-feira, dia 17.
O boletim AELO ON, que normalmente circula às quintas-feiras, desta vez será distribuído na sexta-feira, dia 20.

O presidente da AELO, Caio Portugal, foi indicado pelo Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, para ser membro do Conselho Superior da Indústria da Construção (CONSIC) no período de 29/01/2026 a 31/12/2026.
“É uma honra”, escreveu Caio ao responder ao ofício de Skaf. “Na condição de presidente da AELO, Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano, para ser membro do Conselho Superior da Indústria da Construção (CONSIC), que tem o amigo e parceiro Flavio Amary como presidente, vamos defender na FIESP os interesses do setor de loteamento e desenvolvimento urbano. em benefício da economia brasileira”.
Esta foto, tirada por Calão Jorge em 6 de novembro, mostra o presidente da FIESP, Paulo Skaf, entre Flavio Amary e o então presidente do Secovi-SP, Rodrigo Luna. Skaf compareceu à sede do Secovi-SP para participar de reunião do Núcleo de Altos Temas do Secovi-SP/NAT (6/11). Lá estiveram mais de 100 pessoas. Na ocasião, Flavio Amary, coordenador do NAT, enfatizou a importância do retorno de Skaf à liderança da FIESP, “entidade historicamente engajada na busca por um Brasil melhor”.
Em sua fala, Paulo Skaf destacou que seu retorno à FIESP se deve a preocupações com o País. “Temos muitos desafios, como segurança pública, transformações digitais, regulamentação da reforma tributária e preservar a democracia – a qual exige três Poderes independentes”.

“Coletivamente, vamos vencer desafios” é o título da mensagem de Jorge Cury Neto (foto) como novo presidente do Secovi-SP (gestão 2026-2028), divulgada na semana passada.
Esta é a saudação de Cury:
Com união, engajamento de nossos associados e parcerias estratégicas, estamos prontos para construir soluções
É sempre mais fácil trilhar uma jornada quando o caminho já está aberto. Todos os presidentes do Secovi-SP que me antecederam dedicaram-se a esse trabalho, com um destino bem determinado: fortalecer as atividades imobiliárias para promover habitação, trabalho e desenvolvimento.
Recebo de Rodrigo Luna, meu antecessor imediato, um importante trecho desse caminho pavimentado. Um verdadeiro legado. Em suas gestões, que honraram todas as anteriores, conquistamos avanços valiosos, especialmente no que tange à habitação de interesse social. Aprimoramentos em programas como o Minha Casa, Minha Vida (federal), o Casa Paulista (estadual) e o Pode Entrar (municipal) revolucionaram o acesso à casa própria. Consolidou-se, assim, uma política habitacional de Estado — e não de governos. A sociedade não aceitará retrocessos.
Todavia, é preciso avançar mais. Enquanto houver um déficit habitacional da ordem de 6 milhões de unidades, não poderemos parar. O mesmo se aplica à defesa de princípios permanentes, como segurança jurídica, livre mercado, direito de propriedade, legislações urbanas que não restrinjam o direito de morar, e regulações que, em vez de criar obstáculos, desburocratizem e melhorem o ambiente de negócios.
Há muito caminho pela frente. O Secovi-SP é uma usina de dados, informações e propostas que convergem para o propósito comum de edificar uma nação dinâmica, inclusiva, socialmente justa e progressista. Esta é a nossa missão. Uma missão que haveremos de cumprir coletivamente.

Em 4 de fevereiro, o Secovi-SP realizou a última reunião de diretoria sob a condução de Rodrigo Luna. O encontro reuniu lideranças e colaboradores da entidade, que aproveitaram a ocasião para prestar uma homenagem ao trabalho desenvolvido à frente da instituição no período de 2022 a 2026.
Ely Wertheim, presidente executivo CEO do Secovi-SP, abriu a reunião ressaltando a importância das gestões anteriores e destacando os desafios enfrentados pelas lideranças de Basilio Jafet, vice-presidente de Relações Institucionais, e Flavio Amary, vice-presidente Extraordinário do Núcleo de Altos Temas (NAT), que conduziram a entidade em momentos críticos, como a pandemia e o fim do imposto sindical — contexto que exigiu a adoção de ajustes significativos.
Ao final de sua fala, Wertheim enalteceu os últimos quatro anos de trabalho ao lado de Rodrigo Luna. “Estar ao seu lado foi um motivo de muito orgulho e de grande crescimento pessoal”, afirmou.
Na sequência, foi exibido um vídeo que resgatou os quatro anos da gestão, evidenciando a diversidade de temas trabalhados pelo Secovi-SP, como a ampliação e aceleração dos programas de habitação social, a reforma tributária, a volatilidade das taxas de juros, os diversos projetos de lei em tramitação e os eventos proprietários da entidade, entre outros assuntos relevantes para o setor.
A celebração também contou com o discurso de Ricardo Yazbek, vice-presidente de Assuntos Legislativos e Licenciamento, representando os ex-presidentes da entidade, que destacou a relevância institucional do Secovi-SP como uma das principais entidades de classe do país. “Você foi fundamental não apenas como líder institucional e empresarial, mas, principalmente, pelo ser humano que você é, acrescentando alguns tijolinhos a essa construção coletiva”, afirmou.
No final, Rodrigo Luna, bastante aplaudido, foi presenteado com uma camiseta exclusiva com o brasão do Secovi FC, criada especialmente para a ocasião, entregue por Ely Wertheim e pelo presidente eleito, Jorge Cury Neto (foto). A homenagem incluiu ainda manifestações de colaboradores da entidade.

Em seu espaço semanal no jornal “Folha de S. Paulo”, o engenheiro Claudio Bernardes, vice-presidente do Secovi-SP e membro do Conselho Consultivo da AELO, publicou, em 30 de janeiro, o artigo “Como dados imobiliários podem influenciar planos diretores”, que teve grande repercussão.
O AELO ON reproduz, a seguir, o artigo de Claudio Bernardes:
A cidade sempre foi um organismo vivo, complexo, e em constante transformação. Mas, nos últimos anos, essa transformação ganhou uma nova dimensão: a digitalização do território. Cada imóvel, cada transação, cada deslocamento e até cada consumo de energia gera informações que, quando reunidas, revelam um retrato preciso e dinâmico da vida urbana. É nesse contexto que surge a gestão urbana orientada por dados imobiliários, uma das tendências mais promissoras para o planejamento das cidades contemporâneas.
Historicamente, os planos diretores eram construídos com base em levantamentos esporádicos, censos demográficos e percepções qualitativas. Hoje, com o avanço do big data e da integração entre bancos de dados públicos e privados, gestores urbanos podem tomar decisões amparadas em evidências quase em tempo real. As prefeituras e os institutos de planejamento começam a cruzar informações de registros imobiliários, cadastros fiscais, transações de compra e venda, alvarás de construção, consumo de energia, e até anúncios de plataformas digitais. Essa combinação permite mapear onde há demanda real por moradia, identificar áreas de ociosidade e prever tendências de valorização.
O impacto desse modelo sobre os planos diretores é profundo. Em vez de documentos estáticos, revisados a cada década, as cidades passam a operar com instrumentos dinâmicos, capazes de se ajustar a partir de novas evidências. Ferramentas de geoprocessamento e análise preditiva ajudam a orientar políticas de zoneamento, transporte e habitação. Um exemplo é o uso de modelos para detectar regiões com alta vacância imobiliária e redirecionar incentivos fiscais para estimular o adensamento. Outro é o cruzamento de dados de mobilidade e oferta habitacional, que pode guiar a localização de novos empreendimentos próximos a eixos de transporte coletivo.
O setor privado tem papel central nesse processo. Incorporadoras e fundos imobiliários já utilizam análise de dados urbanos para decidir onde lançar projetos e quais tipologias atenderão melhor ao mercado. Quando essas informações são compartilhadas, de forma anônima e transparente, com o poder público, surge uma base comum que reduz incertezas e melhora a eficiência das políticas urbanas.
Contudo, o uso de big data na gestão urbana também traz desafios éticos e institucionais. A governança dos dados —quem coleta, quem acessa e como usa— é uma questão sensível. É preciso garantir privacidade, padronização e interoperabilidade entre sistemas, além de evitar que o planejamento se torne refém de interesses não legítimos, ou baseado em algoritmos que levem a visões distorcidas. O ideal é que os municípios desenvolvam observatórios urbanos digitais, espaços permanentes de monitoramento e participação cidadã, baseados em dados abertos e verificáveis.
Outra barreira é a desigualdade tecnológica entre cidades. Enquanto grandes metrópoles já testam plataformas integradas de gestão urbana, muitos municípios de médio e pequeno porte ainda carecem de infraestrutura e capacitação técnica. A criação de consórcios intermunicipais e parcerias com universidades, ou consultores especializados, pode ser o caminho para democratizar o acesso às ferramentas digitais analíticas.
A tendência é que os planos diretores orientados por dados se tornem uma exigência, e não apenas uma inovação. A Lei Federal 10.257, o Estatuto da Cidade, já prevê a necessidade de diagnóstico atualizado e participação social nos processos de planejamento —e o uso de dados abertos é a ponte natural para cumprir esse princípio. Cidades como São Paulo, Curitiba, Recife e Fortaleza têm avançado na criação de painéis públicos de indicadores urbanos, permitindo à população acompanhar em tempo real evidências de evolução do território.
Em última instância, o bug data não substitui o olhar humano sobre a cidade, mas amplia sua capacidade de compreender padrões e antecipar consequências. A gestão urbana orientada por dados imobiliários inaugura uma nova fase do planejamento: mais precisa, transparente e responsiva.
Em síntese, os dados imobiliários não devem ser vistos apenas como reflexo do mercado, mas como instrumento de política urbana. Quando incorporados de forma crítica e transparente na formulação dos planos diretores, esses dados ajudam a garantir que a inteligência digital seja usada para equilibrar interesses públicos e privados, promovendo cidades mais justas, sustentáveis e economicamente dinâmicas.

A Prefeitura de Bonito recebeu recomendação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) para que interrompa imediatamente as obras de um loteamento irregular que avança na área rural do município. Segundo o Ministério Público, o parcelamento está sendo feito sem autorização legal e já representa risco ao meio ambiente e aos futuros moradores. Bonito (foto) é uma das principais atrações turísticas do Brasil.
A situação virou alvo de inquérito civil depois que a própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente apontou, em laudo técnico, que o desmembramento está sendo feito de forma clandestina. O documento recomenda, sem rodeios, que tudo seja paralisado na hora para evitar danos maiores.

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