AeloOn

Informativo Periódico

AELO – Boletim Informativo 1.071

Ano 24
Nº 1.071
São Paulo
28/01/2026

Ciro Scopel relembra o início da AELO

Convidado pelo AELO ON, o engenheiro Ciro Pereira Scopel escreveu este artigo para relembrar os passos da nossa entidade nas décadas de 1980 e 1990. Atualmente na presidência do Conselho Consultivo da AELO, Ciro entrou neste conselho em 1993, na chapa em que estavam, entre outros, Caio Portugal e Flavio Amary. Desde aquela época, ele participa das chapas eleitas a cada dois anos. Sua experiência tem contribuído para a evolução da AELO, num trabalho em equipe.

Faltando quatro semanas para o 45.º aniversário da AELO, este texto de Ciro Scopel inicia uma série de artigos sobre a história da entidade, escritos por gente que faz essa história. A cada semana, por meio de outros autores, serão mostrados fatos que marcaram a trajetória da hoje entidade de âmbito nacional. 

O AELO ON agradece ao engenheiro Ciro, que se dispôs a valorizar a estreia da série. 

Aqui está o texto de Ciro Scopel.

A fundação da AELO, em 24 de fevereiro de 1981, coincide com a edição da Resolução SNM 036/81, dois anos após a publicação da Lei Federal 6.766/79. Essa resolução estabelecia as exigências específicas para a anuência prévia em parcelamentos urbanos na Região Metropolitana de São Paulo (RMGSP) em atendimento ao inciso III, parágrafo único, artigo 3º da 6.766.

Somente por volta de 1983 é que a Secretaria dos Negócios Metropolitanos do Estado de São Paulo passou a exigir projetos de terraplenagem e drenagem para ocupação de terrenos com declividade igual ou superior a 30%. No entanto, essa secretaria não possuía corpo técnico para analisar tais projetos.

A jovem AELO, então, destacou alguns membros de seu quadro, dentre eles os engenheiros Cláudio Bernardes, Lair Krähenbühl e Ciro Scopel, para acompanhar e discutir com técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) a preparação de um manual de elaboração e apresentação desses projetos.

Naquela época, a AELO era pequena. Sua sede era itinerante: funcionava nos escritórios dos presidentes em exercício, e contava com apenas uma funcionária, a secretária Conceição Cavalcanti, mas era reforçada pelo trabalho de empresários pioneiros. Aqueles empresários dedicavam parte de seu tempo para aprimorar o ambiente da atividade de parcelamento do solo.

Convém relembrar que, então, o licenciamento de projetos no Estado de São Paulo era um verdadeiro caos: as Secretarias não se falavam, não havia prazo para análise e, quando tinha alguma alteração em uma delas, voltava-se tudo para trás. Foi então que, em 1991, na gestão do meu irmão Maurício Pereira Scopel na presidência da AELO, o Governo do Estado de São Paulo oficializou a criação do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (Graprohab). O grupo abrigava a Secretaria dos Negócios Metropolitanos, a Secretaria do Meio Ambiente, a Emplasa, a Secretaria da Saúde, a Eletropaulo (energia elétrica) e a Sabesp (saneamento básico).

Por decreto, o governador Luiz Antônio Fleury Filho estabeleceu que deveria haver prazos definidos por todos os entes estaduais para emissão de um comunique-se ou aprovação dos projetos.

A força de trabalho, liderança e carisma de Mauricio não tinha limites. Nessa equipe, foi também importante a atuação do saudoso professor Vicente C. Amadei (1932-2020)

Os esforços da AELO foram somados aos do Secovi-SP, reunidos no CT6, que possuía também empresários ligados ao setor. E foi aberto o caminho para que as duas entidades, somadas às do SindusCon-SP, viessem a criar o Comitê de Desenvolvimento Urbano (CDU).

Dali para frente, as conquistas da AELO no aperfeiçoamento, produção e reforma de legislações foram inúmeras.

Em 1993, Mauricio sofreu grave acidente de automóvel e permaneceu em coma até 2016, ano em que veio a falecer.

A foto que ilustra esta nota do AELO ON mostra participantes de um dos Encontros dos Loteadores do Estado de São Paulo. Ciro Scopel aparece no lado direito. O texto será usado também no livro dos 45 anos da AELO.

Em 16 de março, o primeiro CDU do ano

A AELO completa 45 anos em 24 de fevereiro e está com uma ampla agenda para marcar sua evolução nestas quatro décadas e meia de lutas pela qualidade das cidades. Importante: a primeira reunião do Comitê de Desenvolvimento Urbano (CDU), anteriormente prevista para 18 de março, foi antecipada para 16 de março. Será um evento híbrido, nas 12h30às 14h30, no Milenium Centro de Convenções. Os associados da entidade vão receber, em breve, o template para inscrição, optando pela modalidade presencial ou pela virtual. 

Integrado pela AELO, Secovi-SP e SindusCon-SP, o Comitê foi criado, em São Paulo, no ano 2000. Nas duas últimas décadas, tornou-se o principal ambiente de debates do Brasil sobre desenvolvimento urbano.

O CDU é coordenado por Caio Portugal, também presidente da AELO e vice-presidente do Secovi-SP. Esta foto mostra Caio no último CDU de 2025, dialogando on-line com o diretor de Assuntos do Meio Ambiente da AELO, Marcos Saes (na tela). Na ocasião, a pauta era a legislação a respeito de restingas. Os temas jurídicos, que movimentaram o CDU nos dois últimos anos, deverão continuar ocupando espaço nas reuniões deste ano, de acordo com Caio Portugal, que avisa: “Além de tudo, o País terá importantes eleições em outubro, com reflexos em vários setores”. Haverá três outras reuniões do CDU em 2026: em junho, setembro e dezembro.

Secovi-SP faz reunião com seus Regionais

O Secovi-SP realizou, por meio da sua Vice-Presidência do Interior do Secovi-SP, uma reunião para discutir os avanços de 2025 e as perspectivas para 2026.  O evento ocorreu em 16 de dezembro, na sede da entidade, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. Coordenado pelo vice-presidente Frederico Marcondes Cesar, o encontro foi marcado por um balanço das iniciativas desenvolvidas durante o ano pelas diretorias e por representantes regionais, visando a consolidação e o fortalecimento do setor nos principais polos econômicos do Estado de São Paulo.

A abertura dos trabalhos coube ao diretor Regional em Bauru, Bruno Pegorin Netto, que deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou o significado do encontro como fechamento de um ano de intensa agenda institucional no interior. Em seguida, a área de Comunicação, representada por Maria do Carmo, apresentou o fortalecimento dos canais regionais.

Na sequência, as diretorias regionais assumiram a palavra, seguindo a ordem da pauta. Pelo Grande ABC, Milton Bigucci Jr., representante da ACIGABC, relatou a forte inserção do Secovi-SP nos conselhos municipais e nas discussões de Plano Diretor nas cidades da região, além de parcerias com o Senai para qualificação de mão de obra na construção civil. “A nossa entidade, o nome do Secovi-SP, está crescendo muito na nossa região. Somos muito respeitados; tudo o que diz respeito ao nosso setor passa por nós, porque fazemos parte dos conselhos de Plano Diretor de todas as cidades”, destacou, ao mencionar também projetos de formação profissional voltados às mulheres, em áreas como elétrica, hidráulica, revestimentos e piso.

Representando a Regional Campinas, Carolina Sartori Campos apresentou uma agenda marcada por encontros com empresários, eventos sobre crédito imobiliário, governança urbana e sucessão em empresas familiares, além de debates sobre novos bairros planejados. As ações envolveram articulação com prefeituras, participação em discussões sobre políticas habitacionais e apoio a iniciativas como o Feirão Casa Paulista, reforçando o papel da regional como ponte entre setor privado e poder público.

Em Piracicaba, o diretor Ângelo Frias Neto destacou a participação em reuniões com construtoras e locadores, articulação com a prefeitura e o governo estadual e organização do Feirão Casa Paulista, bem como a atuação técnica em temas como revisão de legislação urbanística e debates sobre ITBI e Reforma Tributária. “Para 2026, a gente pretende fazer uma palestra sobre Reforma Tributária, avançar na apresentação da pesquisa de mercado de Piracicaba e região e consolidar a diretoria regional no Secovi”, afirmou.

Na Baixada Santista, o diretor Regional Carlos Meschini relatou encontros voltados ao mercado imobiliário local, com foco em inovação, novas tecnologias e qualificação profissional, além da interlocução permanente com o poder público em temas de desenvolvimento urbano e licenciamento.

Já a Regional São José dos Campos foi representada por Lis Assis, que apresentou o balanço das ações de 2025, com forte exposição na mídia regional e cobertura por emissoras como Vanguarda, Band e Record, além de veículos impressos e digitais. Ela mencionou os debates sobre verticalização, governança urbana e meio ambiente, bem como o trabalho integrado de comunicação para ampliar a presença do Secovi-SP no Vale do Paraíba.

Na Regional São José do Rio Preto, o diretor Thiago Ribeiro reforçou a atuação junto ao Conselho do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável do município. “Somente neste ano, participamos de onze reuniões do Conselho, que teve como tema principal o zoneamento. Tivemos a oportunidade de mostrar a visão do empreendedor e colaborar com a definição da estratégia de desenvolvimento da cidade, o que é fundamental para nossas atividades”, relatou. Ele também destacou a importância dos eventos realizados em 2025, que abordaram temas como garantias locatícias, inovação, financiamento imobiliário e impactos da revisão do Código Civil na gestão condominial, além da apresentação do plano de investimentos do Estado na região pelo vice-governador Felicio Ramuth.

A Regional Sorocaba, representada por Tiago Augusto Pereira, apresentou a agenda de interlocução com os municípios do entorno, com foco em revisão de Planos Diretores, controle de loteamentos irregulares e uso de tecnologia para monitoramento territorial. Em paralelo, Bauru voltou à pauta com a exposição de Bruno Pegorin Netto, que relatou a realização de encontros do mercado imobiliário, participação ativa na revisão do Plano Diretor e da Lei de Uso e Ocupação do Solo e atuação na defesa do setor em temas tributários. “O diálogo entre a iniciativa privada e o poder público é fundamental para apresentar o ponto de vista do empreendedor e, de maneira conjunta, aperfeiçoar a legislação. Sem esse trabalho, a atividade imobiliária no Brasil estaria condenada pelo peso tributário”, ressaltou.

No encerramento, o vice-presidente do Interior, Frederico Marcondes Cesar, apresentou um panorama consolidado das ações. “Foram 161 ações entre reuniões e eventos, que atingiram 40,7 mil pessoas. Hoje, nós somos 39% do número de associados e 53% dos representados. Em números, o interior já é metade do Secovi-SP”, enfatizou. 

 Ele também detalhou a forte presença na mídia – 37 entrevistas, cerca de 250 matérias publicadas, inserções em rádio e TV e ampla exposição no portal do Secovi-SP e em veículos regionais – e projetou as prioridades para 2026: aprimorar as pesquisas de mercado nas 41 cidades acompanhadas pela entidade, construir em parceria com a Brain Inteligência Estratégica um painel comparativo do perfil do comprador e do investidor imobiliário, reestruturar os eventos do Interior e fortalecer a comunicação regional. 

Frederico também antecipou os preparativos para a Convenção Secovi 2026, que será realizada de 26 a 28 de agosto e contará com painel específico do Interior e da Baixada Santista. “A ideia é continuar com eventos grandes, em bons lugares, com participação de autoridades e lideranças. O Secovi do interior tem de ser a cara do Secovi de São Paulo”, afirmou, ao defender formatos que ampliem a participação sem comprometer a rotina das empresas, com trilhas temáticas para diferentes áreas do negócio. Ao finalizar, agradeceu o engajamento das regionais, destacou o apoio da presidência – em nome de Ely Wertheim – e convidou os presentes para a confraternização que encerrou o encontro.

Projetos movimentam a cidade de São Paulo

Reportagem publicada pelo jornal “Estadão” em 24 de janeiro mostrou projetos imobiliários que movimentam a cidade de São Paulo.

O texto do repórter Lucas Agrela é reproduzido a seguir pelo AELO ON.

A cidade de São Paulo vem batendo recordes de lançamentos de apartamentos, com mais de 150 mil unidades nos últimos 12 meses. Essa disputa por terrenos para incorporação torna novos projetos imobiliários de condomínios de casas cada vez mais raros na capital paulista. Buscando uma modernização para mansões da região do Morumbi, a incorporadora FFI prepara um condomínio residencial com sete casas de luxo no entorno do Jockey Club para atrair consumidores de alta renda para a região.

Diante da escassez de terrenos na cidade, o FH Jockey será criado onde antes havia uma única mansão. A tese do investimento imobiliário é justamente essa: transformar o perfil imobiliário do Morumbi, onde antigas mansões, de baixa liquidez, vêm sendo substituídas por novos condomínios. Esses imóveis antigos têm difícil comercialização por serem muito grandes e caros.

O FH Jockey terá unidades com área privativa entre 430 m² e 612 m². As residências são distribuídas em quatro andares, incluindo um rooftop, e contam com diferenciais como conforto acústico, infraestrutura para elevador e ar-condicionado, além de jardins privativos.

Nas áreas comuns, o projeto prevê pontos de carregamento para carros elétricos e gerador compartilhado. O Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento é estimado em R$ 47 milhões, com o preço do metro quadrado em R$ 14 mil. Ou seja, cada casa custa entre R$ 6 milhões e R$ 9 milhões.

Na área comum do condomínio, além de segurança 24h, os moradores terão uma academia e área para recebimento de compras via internet.

O empreendimento é fruto da parceria entre a FFI Empreendimentos, de Fábio Rossi (ex-diretor do Secovi-SP), e a FCL Participações, de Fábio Lazarini, que traz experiência do setor financeiro de grupos como Itaú e Accor. A construção está a cargo da Gattaz Engenharia, que tem quase 50 anos de mercado e mais de 60 projetos concluídos. FH Jockey

Casas têm quatro andares e vêm com infraestrutura opcional para elevador Foto: Divulgação/FFI

“Nós notamos uma mudança de hábito do comprador depois da pandemia. Ele passou a buscar um produto diferenciado, não quer só morar em apartamento. Muitas vezes, os apartamentos fecham o terraço, e o morador fica meio enclausurado. A gente começou a sentir uma necessidade de uma moradia mais ampla, voltar a morar em casa, botar o pé no jardim, voltar a fazer o churrasco e ter um cachorro”, afirma Rossi.

O FH Jockey está localizado no Jardim Everest, um bairro nobre do distrito do Morumbi. Segundo Rossi, além do Jockey Club, a região é cercada por instituições de ensino renomadas, como os colégios Visconde de Porto Seguro, Miguel de Cervantes e Avenues, além de centros de compras como o Shopping Cidade Jardim e o tradicional Clube Paineiras. O imóvel também tem uma localização privilegiada que dá acesso fácil a vias como a Marginal Pinheiros, Faria Lima e a Rodovia Raposo Tavares.

CRECI-SP valoriza papel dos corretores

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP), parceiro da AELO desde 2021 na campanha Lote Legal de combate aos loteamentos clandestinos inicia 2026 em um cenário de maturidade institucional e fortalecimento da categoria, afirmou o presidente José Augusto Viana Neto. O dirigente explicou que, após um 2025 marcado por conquistas importantes, mesmo diante de desafios econômicos, o Conselho consolidou seu papel na valorização do corretor de imóveis e no fortalecimento do mercado imobiliário paulista.

Esse contexto positivo possibilitou avanços consistentes do CREC-ISP em áreas estruturantes, como o fortalecimento da fiscalização com caráter orientador, a ampliação das ações de capacitação e a presença cada vez mais ativa do Conselho em todo o Estado, elevando o padrão profissional e a credibilidade do setor perante a sociedade.

Para 2026, o CRECI-SP projeta uma agenda ainda mais robusta, moderna e alinhada às transformações do setor. Entre os principais projetos para o novo ano estão:

  • Ampliação dos programas de capacitação, com oferta crescente de cursos on-line, voltados tanto à formação técnica quanto ao desenvolvimento de competências digitais e de gestão;
  • Fortalecimento da fiscalização orientadora, ampliando o diálogo com os profissionais e reforçando a proteção ao consumidor;
  • Intensificação da articulação institucional, com maior aproximação junto ao poder público, entidades do setor imobiliário e demais atores estratégicos;
  • Investimento contínuo em campanhas de valorização profissional, destacando o papel do corretor de imóveis como agente essencial de segurança jurídica e confiança nas transações;
  • Incentivo à inovação responsável, acompanhando as mudanças tecnológicas e o uso de plataformas digitais, sempre com foco na ética, na legalidade e na qualificação do atendimento.

O momento do CRECI-SP é de confiança, planejamento e proximidade com a categoria. O Conselho segue atento às transformações do mercado e comprometido em oferecer suporte, orientação e representatividade aos corretores de imóveis, fortalecendo a profissão e garantindo um mercado cada vez mais transparente e seguro.

AELO: (11) 3289-1788        www.aelo.com.br

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