AeloOn

Informativo Periódico

AELO – Boletim Informativo 1.070

Ano 24
Nº 1.070
São Paulo
21/01/2026

Venham para os Cursos, rumo à evolução

O Programa de Cursos de Atividades Específicas de loteamentos 2026, da Universidade Corporativa Secovi-SP, sob apoio da AELO, já tem data para começar: 7 de abril. A exemplo dos anos anteriores, o programa, consta de uma aula magna de abertura, seis cursos (ou módulos) e um evento de conclusão, que será em 17 de setembro. As aulas serão on-line, sistema Zoom, sempre às terças e quintas-feiras, das 19 horas às 21h30.

Venham para os Cursos, as matrículas estão abertas, tanto para o programa completo quanto por cursos avulsos. Esse é o caminho para a evolução, com um histórico que começou em 1991, pelas mãos do saudoso professor Vicente C. Amadei (1932-2020, que coordenou o programa por 30 anos. Contato para acesso à programação completa, aos preços e às inscrições: www.unisecovi.com.br.

Na foto, tirada por Calão Jorge na Convenção Secovi 2025, em 19 de agosto, Mariangela Machado está entre o diretor de Assuntos Regionais da AELO, Elias Zitune, responsável pela brilhante aula magna de 8 de abril, e o presidente da AELO, Caio Portugal, que tem destacado a importância dos Cursos para a evolução dos projetos de desenvolvimento urbano em todo o País.

O programa é destinado a empresários, gerentes e encarregados de setores específicos de empresas que atuam na atividade de loteamento e de desenvolvimento urbano; proprietários de glebas; agrimensores, engenheiros, arquitetos, empreiteiros de obras e serviços de loteamentos, advogados e outros profissionais prestadores de serviços, estudantes, servidores públicos e demais interessados na área de parcelamento do solo urbano.

No Secovi-SP, sai Luna, entra Cury

O Secovi-SP, parceiro da AELO há mais de 40 anos, anuncia sua nova Diretoria: Jorge Cury Neto, da Trisul SA, sucede a Rodrigo Luna, da Plano & Plano, na presidência. A Diretoria, eleita recentemente para o Biênio 2026-2028, será oficialmente empossada em 1º de fevereiro.

Após liderar a vice-presidência de Mercado de Capitais da entidade, Cury segue colaborando voluntariamente com o fortalecimento do setor imobiliário. Ele explica: “É uma honra e um desafio conduzir uma entidade cuja missão é representar um segmento decisivo para o desenvolvimento social e econômico. A diretoria anterior, brilhantemente conduzida por Rodrigo Luna, deixa um legado para ser dignificado e aprimorado”.

Para Rodrigo Luna, que permanece contribuindo com a instituição, Jorge Cury Neto, por seu enorme conhecimento, fará uma excelente gestão: “Seguimos juntos em defesa das famílias que merecem o direito a um lar”.

A diretoria executiva do Secovi São Paulo é integrada por: Adriano Sartori, CBRE; Basilio Jafet, Jafet S/A; Caio Portugal, GP & Associados; também presidente da AELO; Carlos Borges, Tarjab; Claudio Bernardes, Ingaí Urbanismo; Emilio Kallas, Kallas Incorporações e Construções S/A; Frederico Marcondes Cesar, Fênix Incorporadora e Construtora; Guilherme de Lucca, De Lucca Realty Empreendimentos Imobiliários; Marcos Lopes, LPS Brasil – Consultoria de Imóveis S/A; Moira Toledo, Lello Locação e Vendas; Ricardo Yazbek, R Yazbek Desenvolvimento Imobiliário; Rodrigo Abrahão, Maximus Incorporadora; Rodrigo Luna, Plano & Plano; e Ubirajara Freitas, TGSP 1 Empreendimentos Imobiliários.

Desafio: transformar favelas em comunidades

O Núcleo de Altos Temas do Secovi-SP (NAT), do Secovi-SP, recebeu, em dezembro, o presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad. “Os encontros do NAT têm por objetivo provocar reflexões sobre o País”, disse o coordenador do Núcleo, Flavio Amary, que é também presidente da FIABCI-Brasil e membro do Conselho Consultivo da AELO.

“O foco é olhar o Brasil de forma mais ampla e profunda. Em razão das próximas eleições gerais, é preciso ver como promover o engajamento de todos na construção de um projeto de Nação social e economicamente equilibrado”, adicionou o presidente do Secovi- SP, Rodrigo Luna.

Sem entrar no tema das eleições de 2026 (“é muito cedo”), o convidado ressaltou a importância de o setor imobiliário estar mais próximo do agronegócio. “Ambos estão ligados ao bem de raiz e ao futuro das próximas gerações”.

Saad comentou sobre a oportunidade de uma atuação conjunta entre instituições do mercado imobiliário, poder público, judiciário e lideranças comunitárias para transformar favelas em territórios de moradias dignas e regulares. “É possível verticalizar, ofertar unidades em que as famílias vão viver melhor onde já vivem – pagando um valor de prestação da casa própria inferior ao do aluguel –, e abrindo espaços para escolas, comércio e outros recursos”.

Em referência à obra do economista peruano Hernando de Soto (“O Mistério do Capital: Por que o capitalismo triunfa no Ocidente e fracassa no resto do mundo”), para quem a legalização da propriedade é a chave para o desenvolvimento econômico, Saad reforçou que transformar favelas em comunidades de fato é desafio coletivo.

Na foto, da esquerda para a direita, Amary, Saad, Luna e Jorge Cury Neto, presidente eleito do Secovi-SP

Equilíbrio entre cidades compactas e dispersas

O engenheiro civil Claudio Bernardes, vice-presidente do Secovi-SP e membro do Conselho Consultivo da AELO, publicou, em dezembro, na “Folha” e no UOL, o artigo “Encontrando o equilíbrio entre cidades compactas e dispersas”.

O AELO ON reproduz o texto de Claudio Bernardes:

O debate entre modelos urbanos compactos e dispersos tornou-se central na discussão sobre o futuro das cidades. À medida que o mundo continua a urbanizar-se, a questão já não é se as cidades crescerão, mas como deverão crescer. Deveria a expansão urbana ser contida, promovendo a densidade e usos mistos dentro dos limites existentes, ou deveria expandir-se, oferecendo mais espaço, densidades mais baixas e mobilidade individual? A resposta não é simples, pois ambos os modelos apresentam vantagens e desvantagens significativas em termos de sustentabilidade, qualidade de vida e desempenho econômico.

O conceito de cidade compacta enfatiza alta densidade, uso misto do solo, transporte público eficiente e bairros acessíveis a pé. O seu principal objetivo é reduzir o consumo de terra e o impacto ambiental, melhorando ao mesmo tempo a interação social, o acesso aos serviços e a mobilidade.

Do ponto de vista ambiental, as cidades compactas tendem a ter menor consumo de energia per capita e emissões de carbono mais baixas. Distâncias de viagem mais curtas incentivam caminhadas, ciclismo e o uso de transporte público, reduzindo a dependência de automóveis. A concentração de serviços e habitação também permite infraestruturas mais eficientes –menor custo per capta– e os serviços públicos podem ser fornecidos a custos mais baixos por residente. Além disso, a compactação urbana ajuda a preservar as áreas rurais e naturais circundantes, mitigando a expansão da cidade e a degradação ecológica associada.

No entanto, o modelo compacto apresenta desafios. O desequilíbrio entre a elevação de potencial construtivo, e o aumento dos valores dos terrenos e infraestrutura associada, pode levar a dificuldades de produção e a crises de acessibilidade, como se verifica em cidades como Londres e San Francisco. O aumento da densidade também pode agravar problemas como ruído, congestionamento e espaço verde limitado. Se não for cuidadosamente planejada, a compacidade pode resultar em ambientes superlotados que prejudicam a própria habitabilidade que pretendem promover. A chave reside no equilíbrio –conceber cidades compactas que sejam densas, mas humanas, eficientes, mas inclusivas.

Cidades dispersas ou em expansão, típicas de muitas regiões metropolitanas da América do Norte e da América Latina, são caracterizadas por habitações de baixa densidade, usos do solo monofuncionais, e forte dependência de automóveis. Cidades dispersas oferecem vantagens como áreas de convivência maiores, ambientes mais silenciosos e percepção de segurança, que continuam a atrair famílias de classe média em busca de qualidade de vida.

No entanto, este modelo tem desvantagens significativas. A expansão urbana consome vastas extensões de terra, invadindo terras agrícolas e ecossistemas naturais. Exige também extensas redes de infraestruturas –estradas, esgotos e serviços públicos – cuja manutenção é dispendiosa. A dependência do automóvel leva a maiores emissões de gases do efeito estufa, poluição atmosférica e desigualdade social, uma vez que aqueles que não têm acesso a veículos têm mobilidade limitada. Além disso, as cidades dispersas sofrem frequentemente de fraca coesão social, uma vez que a distância física desencoraja a interação comunitária e reduz o acesso aos espaços públicos.

O futuro do desenvolvimento urbano provavelmente não reside na escolha de um modelo em detrimento de outro, mas na integração das suas melhores características. Os avanços tecnológicos, como o teletrabalho, os sistemas de mobilidade inteligentes e as redes de energias renováveis, também abrem novas possibilidades para formas suburbanas sustentáveis.

A cidade ideal do futuro deverá conciliar densidade com habitabilidade, proximidade com diversidade e crescimento com equilíbrio ecológico. Enfatizará o acesso em detrimento da mobilidade – garantindo que as pessoas possam alcançar empregos, serviços e lazer em distâncias curtas – mantendo ao mesmo tempo habitação acessível e infraestruturas verdes. Compactas ou dispersas, o princípio orientador deve ser o planejamento centrado no ser humano.

Não se trata de definir qual seria teoricamente o melhor modelo, mas como cada cidade pode adaptar o crescimento do tecido urbano a sua geografia, cultura e realidades econômicas, da melhor forma. Esperemos que o futuro urbano não seja definido pela uniformidade, mas pela diversidade inteligente – cidades que aprendem tanto com a compacidade como com a dispersão – para criar ambientes onde as pessoas e a natureza possam prosperar juntas.

Em SC, um clandestino dentro de outro

Santa Catarina, Estado de grande efervescência no campo imobiliário, repercute um caso inédito, descoberto em 2025: um loteamento clandestino dentro de outro loteamento clandestino.

Em Florianópolis, o corretor de imóveis Gilvã Guimarães da Silva foi condenado a 18 anos e meio de prisão em regime inicial fechado por venda e promessa de venda de lotes em loteamento clandestino, descumprimento de obrigações ambientais relevantes, crime contra as relações de consumo, associação criminosa e falsidade ideológica.

De acordo com a denúncia, Gilvã adquiriu terrenos de forma irregular em Florianópolis e os dividiu em lotes ainda menores. Depois, os pequenos lotes foram vendidos ilegalmente. Com isso, Gilvã criou um "bairro clandestino".

A decisão foi divulgada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que fez a denúncia. A esposa e dois irmãos de Gilvã também foram condenados.

Denúncia

A denúncia do MP-SC relata que a associação criminosa liderada por Gilvã parcelou ilegalmente meio milhão de metros quadrados no bairro Rio Vermelho e escondeu o recebimento dos valores correspondentes às vendas dos lotes ilícitos. Inicialmente, o acusado adquiriu terrenos irregulares sem registro imobiliário. Para dividir esse espaço em lotes, ele ainda derrubou árvores e vegetação nativa e abriu vias, tudo sem esgoto, sem drenagem e sem conexão adequada com o sistema viário. Depois, construiu casas e ligou energia elétrica de forma clandestina. Segundo a denúncia, entre 2016 e 2021, as contas de Gilvã e da esposa movimentaram mais de R$ 21 milhões.

O caso é considerado um dos maiores crimes urbanísticos já praticados em Florianópolis. Segundo o Ministério Público, a ocultação dos valores ocorreu através das contas bancárias de duas empresas de fachada. Essas firmas fantasmas eram usadas para lavar o dinheiro recebido pelo Gilvan e pele esposa dele.

AELO: (11) 3289-1788        www.aelo.com.br

Destaque sua marca para as principais empresas de loteamento do Brasil

Seja um associado

Preencha o formulário abaixo, e em breve nossa equipe entrará em contato com mais informações para que você possa se tornar um associado.

Se torne um parceiro

Preencha o formulário abaixo, e em breve nossa equipe entrará em contato com você para mais detalhes.