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Informativo Periódico

AELO – Boletim Informativo 1.062

Ano 24
Nº 1.062
São Paulo
04/11/2025

Vem aí o jornal “AELO Informa” n.º 120

O jornal “AELO Informa”, criado em 1982, na gestão do presidente Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, atual vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), está chegando à edição número 120, a ser enviada aos nossos associados na segunda quinzena deste mês. É igualado o recorde de páginas, 24, da edição anterior (foto). 

Com reportagens e artigos sobre o 2.° Fórum AELO Estadão de Loteamentos Urbanos, nosso jornal também focaliza vários outros temas interessantes. Os textos, inclusive o Editorial da página 2, estão sendo concluídos nesta semana.

As fotos são de Calão Jorge. Textos e edição: Luiz Carlos Ramos. Diagramação: Glauco Soares.

Colaboração do competente time da sede da AELO – Sônia Dias (Relacionamento), Andrea Leite (Financeiro) e Eduardo Zorzenoni, (Operações) com apoio ao conteúdo jornalístico do “AELO Informa”, pela conquista de anunciantes, pelos cuidados junto à oficina gráfica, além da distribuição ao público por meio dos Correios.

O jornal também ficará à disposição dos participantes da última reunião do Comite de Desenvolvimento Urbano (CDU) deste ano, em 11 de dezembro, das 12h30 às 14h30, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. 

Prestigie o “AELO Informa”, o mais completo veículo sobre loteamentos e desenvolvimento urbano do País. 

Na edição anterior, o jornal priorizou o balanço da pesquisa Ecconit-AELO, que resultou no Perfil Econômico do Setor de Loteamento e Desenvolvimento Urbano no Brasil. Outros temas de destaque da edição n.º 119 foram a participação da AELO no grupo de entidades que defendem uma reforma tributária justa; a repercussão do Fórum AELO Estadão de 2024, o Caderno de Loteamentos Urbanos n.º 3, do “Estadão”; o encerramento das aulas dos Cursos de Loteamentos 2024, da Universidade Secovi, e os perfis de cinco empreendedores que podem inspirar nossos associados, em especial aqueles que estão apenas iniciando a luta no setor.

A tecnologia transforma a comunicação

Entre os que já passaram dos 50 anos de idade, quem não se lembra dos tempos anteriores à chegada da internet? Sim, a comunicação se limitava às ligações pelo telefone, que melhoraram bastante com o DDD, discagem direta para as cidades. Revistas, jornais e livros impressos atingiam grande público. As empresas recorriam a boletins impressos de circulação interna e de distribuição externa.

Naquele panorama de quatro décadas atrás, a AELO, fundada em 24 de fevereiro de 1981, lançou um boletim informativo mensal no ano seguinte: em outubro de 1982, circulou o “AELO Informa” n.º 1. Eram simples seis páginas datilografadas, reproduzidas em xerox, que chegavam aos associados pelos Correios, no início da gestão do presidente Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque. A notícia principal da edição pioneira foi a posse do próprio professor Marcos Cintra, em substituição a Lelivaldo Benedicto Marques.

O “AELO Informa” cresceu junto com a AELO, tendo sido aprimorado com o tempo. Suas principais reformulações ocorreram em 1997, 2001, 2014 e 2018, até chegada ao atual formato, com uso de cores e moderno sistema de impressão. Também em 1997, na gestão do presidente Sérgio Guimarães Pereira Júnior, a AELO passou a ter site na internet, www.aelo.com.br, igualmente modernizado a cada ano. 

Em 2001, na gestão do presidente Roland Philipp Malimpensa, a AELO decidiu que havia chegado a hora de o antigo boletim ter características de verdadeiro jornalismo. Assim, o jornalista Luiz Carlos Ramos foi convidado pela Diretoria para colocar em prática, no “AELO Informa”, a experiência que havia adquirido em várias décadas de trabalho na grande mídia, inclusive no “Jornal da Tarde” e no “Estadão”, e como professor da PUC-SP.

Com nova diagramação e com um grande número de notícias, o jornal passou a ser bimestral. E, também em 2001, foi lançado o boletim semanal AELO Online – atual AELO ON –, que hoje chega à edição n.º 1.062. 

Em 2018, na gestão do presidente Caio Portugal, a logomarca da AELO tornou-se verde e amarela, fruto da nossa condição de entidade de âmbito nacional, com associados de 21 Estados, e chegou valioso reforço para a equipe: Calão Jorge, experiente repórter fotográfico.

Em 2023, ganhamos mais um grande reforço à nossa comunicação: a agência 6P de propaganda e marketing. Por meio da 6P, passamos a ter espaço nas mídias sociais, Instagram e Facebook. E o visual do AELO ON foi aprimorado.

Os dois sites da entidade são atualizados semanalmente, www.aelo.com.br, e o da campanha Lote Legal de combate aos loteamentos clandestinos, que disponibiliza ao público a Cartilha do Comprador de Lote, www.lotelegal.com.br.

Caio Portugal explica o nosso setor

Na abertura do Fórum AELO Estadão, em 6 de outubro, o presidente da AELO, Caio Portugal, fez uma incisiva defesa da importância do setor de loteamento e desenvolvimento urbano para a sociedade, para as prefeituras e para o País. Vale a pena conferir o vídeo, que ressalta um trecho do pronunciamento de Caio.

A foto mostra o painel de apresentação do Fórum, em que aparecem, da esquerda para a direita, o jornalista Circe Bonatelli, mediador do evento; Lair Krähenbühl, diretor da empresa Consurb e ex-secretário de Habitação do Estado de São Paulo e do Município de São Paulo; Caio Portugal, sócio CEO da empresa GP Desenvolvimento Urbano, presidente da AELO e vice-presidente do Secovi-SP; o goiano Antônio Carlos da Costa, diretor da empresa Tropical, de Goiânia, e presidente do Secovi-Goiás, e Claudio Bernardes, diretor da empresa Ingaí, vice-presidente do Secovi-SP e autor de três livros.

Este é o link da fala de Caio Portugal: https://www.youtube.com/watch?v=wLi0MzlEuDE

Bernard Appy: a voz do outro lado

Exceções na reforma foram o custo político da aprovação, disse o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, aos repórteres Mateus Maia e Flávia Said, do “Estadão”. Em extensa entrevista, com foto de Wilton Júnior, publicada em 21 de outubro, Appy confirmou que deixa o governo hoje, 6 de novembro, e avisou: “O sistema, que começa a fase de testes em janeiro, terá menos exceções do que o atual e prevê revisões”.

Os leitores habituais do AELO ON estão acostumados ao nome Bernard Appy, já que, o presidente da AELO, Caio Portugal, ao lado de dirigentes de outras entidades, dialogou constantemente com o governo federal por alterações no projeto original da reforma, no qual estava previsto o aumento da carga tributária dos imóveis. Esse diálogo com Appy, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com parlamentares da Câmara de Deputados e do Senado garantiram uma fórmula menos drástica. 

A AELO continua empenhada na luta por uma reforma tributária justa, em defesa dos interesses dos cidadãos.

 

O boletim AELO ON segue nessa linha e abre espaço hoje para “a voz do outro lado”, o lado do governo: Bernard Appy. Aqui está a reprodução da entrevista de Appy ao “Estadão”.

Prestes a deixar o governo, o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, disse ao “Estadão” que as exceções incluídas na reforma superaram o que seria ideal e acabaram elevando a alíquota de referência, mas foram o “custo político” da aprovação.

Apesar das modificações, ele avalia que a “espinha dorsal” da reforma foi mantida. “Entre fazer um projeto imperfeito numa democracia e fazer um projeto perfeito numa ditadura, prefiro fazer um projeto imperfeito numa democracia”, disse.

A fase de testes do novo sistema está prevista para começar em 1º de janeiro, mas Appy ponderou que 2026 será um ano de orientação. “Não é um ano de punição. Não se pretende punir as empresas. Se pretende orientar para que se adaptem ao sistema que tem que começar a funcionar de fato em 2027”, garantiu.

Appy disse que fica no cargo até 6 de novembro (hoje), quando a secretaria que chefia será extinta. Sobre seu futuro, ele afirmou que deverá tirar um mês ou dois de descanso, e depois pretende “continuar participando do debate de políticas públicas”.

Eis os principais trechos da entrevista:

Como o senhor viu o texto do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, que regulamenta a segunda parte da reforma tributária sobre consumo, que foi aprovado no Senado e agora está na Câmara?

Está bem positivo. A Câmara já tinha feito um bom trabalho. O Senado melhorou. O grosso dos ajustes foi positivo. Mas tem de esperar ainda, tem o retorno à Câmara.

Todo mundo sabe que a gente sempre preferiu trabalhar com cashback, com a devolução do imposto para as famílias, do que com alíquotas reduzidas', diz Appy Foto: Wilton Junior/Estadão

O governo vai sugerir a supressão de algum trecho na Câmara?

Não tem nada definido ainda. São os deputados que vão decidir. Nós já estamos em conversa. Já tivemos uma primeira conversa com o deputado Mauro Filho (relator) e com a equipe dos consultores da Câmara, mas, se tiver algum pedido específico, não está definido.

Como está a expectativa para a votação na Câmara? Passa este ano?

Este ano com certeza absoluta, independentemente de onde eu estiver. Deste ano não passa.

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Tem dois projetos ainda que precisam ser enviados...

Tem o projeto da alíquota do Imposto Seletivo e tem um projeto de lei, uma parte muito técnica, de forma de transferência de recursos para o Fundo Nacional de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF). Para o FCBT, tem um aporte este ano ainda, o valor já está dado.

Esse projeto precisa ser aprovado ainda neste ano?

Esse segundo, sim. O Imposto Seletivo precisa ser aprovado no ano que vem, a tempo dos impactos serem considerados na fixação da alíquota da CBS para 2027. Porque a arrecadação do Imposto Seletivo é um parâmetro que define a alíquota da CBS.

As minutas desses projetos já estão prontas?

Esses projetos passam por muitos órgãos, mas, do ponto de vista da minha secretaria e da quase totalidade dos outros órgãos do governo que ficaram de analisar, esse projeto que determina os critérios de aporte de recursos no Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais e no FNDR, já está bem avançado. A decisão de quando mandar é uma decisão política. O projeto das alíquotas do Imposto Seletivo já tem um trabalho muito grande feito, mas é mais de apoio técnico para a decisão política sobre quais serão as alíquotas.

E quanto à alíquota padrão?

Na verdade, já está sendo feito o trabalho pela Receita Federal de elaboração da metodologia para definição da alíquota, sendo discutido, inclusive, com o TCU. O número que nós temos hoje é aquele (de 28%), mas a metodologia está sendo mais detalhada agora. Ela está sendo aprofundada, mas o número que a secretaria trabalha ainda é aquele número que foi divulgado.

No fim, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) vai ficar com uma alíquota alta. Como o senhor acha que o governo deve abordar essa situação para conseguir que as pessoas, na ponta, entendam que está melhor do que está pior?

Na verdade, por vários motivos, a carga tributária atual é totalmente opaca para o consumidor. O que o novo modelo vai fazer é tornar transparente essa carga tributária que o consumidor já está pagando hoje.

Como o senhor avalia as exceções? A Fazenda sempre foi crítica ao número de exceções.

Foi o custo político para a aprovação da reforma. Obviamente, do ponto de vista do Ministério da Fazenda, foi um número de exceções maior do que a gente gostaria que tivesse. Mas, por outro lado, em relação à quantidade de exceções que a gente tem hoje, claramente, reduziu. É um sistema claramente mais uniforme do que o sistema que temos hoje. E o próprio Congresso colocou, aprovou a revisão quinquenal do modelo. Então, acho que nós vamos ter uma oportunidade, começando já em 2031, ainda durante a transição, de avaliar os resultados do que foi colocado.

Na quantidade, o senhor avaliou que foi a mais. E no mérito, vocês fizeram essa avaliação do que é meritório e o que não é?

Todo mundo sabe que a gente sempre preferiu trabalhar com cashback, com a devolução do imposto para as famílias, do que com alíquotas reduzidas. No fundo, ficou ali um modelo intermediário que ainda não teve alíquotas reduzidas para algumas categorias, mas que, ao mesmo tempo, já tem o cashback de volta. Estamos numa democracia. Não adianta dizer qual é o ideal técnico aqui. O ideal é o que é viável politicamente. O novo sistema é, claramente, muito melhor do que o sistema que a gente tem hoje. Entre fazer um projeto imperfeito numa democracia e fazer um projeto perfeito numa ditadura, prefiro fazer um projeto imperfeito numa democracia.

Sobre o split payment (mecanismo que separa automaticamente os tributos), estão falando que tem vários desafios, tem a questão da integração dos meios de pagamento, que são muitos, uma ferramenta para unificar, como tem sido esse debate?

O que já está definido é que o split payment vai começar nas operações entre empresas, o que a gente chama B2B (relação entre empresas), ou seja, em que o adquirente tem direito para crédito e de forma opcional, isso já está definido. Já está bem avançada a discussão sobre cada instrumento de pagamento, como deve ser implementado, a forma como será implementado, inclusive do ponto de vista técnico. Ainda tem o desafio, ainda está na fase de definições, mas logo, logo vai começar o investimento nos sistemas mesmo do split payment.

Qual é a expectativa para o início de 2026, quando começa a reforma, a fase de testes?

É um ponto importante, um ano de teste. A ideia é não cobrar IBS e CBS em 2026. Vão ser exigidas obrigações acessórias das empresas. Então, não vai se exigir de nenhuma empresa uma obrigação acessória criada no dia para o dia seguinte. O ano serve exatamente para isso, identificar problemas. A ideia é orientar as empresas, 2026 é um ano de orientação. Não é um ano de punição. Pretende-se orientar para que as empresas se adequem ao sistema que tem que começar a funcionar de fato em 2027.

Sobre esses sistemas eletrônicos, quais as expectativas em relação a prazos? No ano de teste eles já vão estar plenamente funcionais?

O sistema que é o básico, o grosso dos contribuintes, vai estar disponível desde primeiro de janeiro. O que já está sendo desenhado para CBS, já vai estar disponível no início do ano que vem.

Aquele limite de 26,5% vai ser avaliado?

Na primeira avaliação quinquenal, que é em 2031, ainda durante a transição. A gente vai ter bastante clareza sobre qual vai ser a alíquota no final da transição, pelo volume de informações que já vai estar disponível. Se, por acaso, a projeção for que no final da transição, em 2033, a soma da alíquota IBS-CBS venha a ser superior a 26,5%, o Poder Executivo vai ter que enviar para o Congresso um projeto de lei complementar, reduzindo os tratamentos favorecidos, que é a única forma de reduzir a alíquota padrão, que se for aprovado pelo Congresso, vai fazer a alíquota convergir para esse nível de 26,5%.

Mas pode reduzir as exceções antes dessa avaliação de 2031?

Poder, pode. Pode aumentar as exceções também. A única diferença é que, se o Congresso quiser aumentar as exceções, terá de apresentar uma estimativa de qual é o impacto do que está sendo feito sobre a alíquota de referência. Mas pode. O Congresso já poderia, antes de 2031, rever as exceções.

Quais são os seus planos? O senhor vai voltar para o Centro de Cidadania Fiscal?

Ainda estou avaliando o que eu vou fazer depois. Vou tirar pelo menos um mês ou dois de descanso, que é para não fazer nada mesmo. E o que eu vou poder fazer depois vai depender muito da Comissão de Ética Pública. Depende do que autorizar. Mas eu pretendo continuar participando do debate de políticas públicas. Do lado da sociedade civil. Não do lado de nenhuma empresa, porque eu nunca fiz isso.

Juro alto reduz o PIB da construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), à qual a AELO é filiada, revisou de 2,3% para 1,3% a projeção de crescimento do setor em 2025. A retificação. Anunciada em 27 de outubro, em Brasília, reflete os efeitos do ciclo prolongado de juros altos, que tem limitado o ritmo das atividades da construção. As informações foram divulgadas no site da CBIC e em vários veículos da mídia do País. O jornal “Estadão” publicou reportagem com destaque, na página 12 do Caderno de Economia do dia 28: “Juro alto reduz PIB da construção deste ano”. O autor do texto foi o jornalista Circe Bonatelli, que entrevistou o presidente da CBIC, Renato Correia.

O PIB do setor recuou 0,6% no primeiro trimestre e 0,2% no segundo, na comparação com os períodos imediatamente anteriores. A produção de insumos típicos da construção ficou praticamente estável entre janeiro e agosto, enquanto o varejo de materiais registrou leve alta de 0,7%.

Na avaliação semestral, o PIB da construção cresceu 1,8% nos primeiros seis meses deste ano, na comparação com igual período do ano anterior, e o setor opera 23% acima do nível registrado antes da pandemia, no final de 2019. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 27 de outubro.

“A queda se deu pelo menor desembolso da caderneta de poupança. Você mantém o FGTS em linha, a Faixa 1 (do Minha Casa Minha Vida) está em linha, o que caiu foram os investimentos da poupança. O outro fator é varejo, que sofre mais diretamente com a questão dos juros”, afirmou o presidente da CBIC, Renato Correia, sobre a revisão.

De janeiro a agosto, o setor gerou 194,5 mil novos empregos formais, queda de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024. A construção de edifícios liderou as contratações (74,9 mil novas vagas). Os dados são do Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho.

O número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 3,05 milhões em agosto, próximo ao recorde histórico verificado em outubro de 2013. Jovens de 18 a 29 anos representam metade das novas contratações. O salário médio de admissão da construção é R$ 2.462,70, valor 7,3% superior à média nacional.

“A conjuntura é desafiadora, mas o setor vai crescer pelo terceiro ano consecutivo, gerando empregos formais em todas as regiões do país. A construção tem mostrado resiliência e capacidade de adaptação”, disse Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumulou alta de 6,78% em 12 meses até setembro, acima do IPCA (5,17%). Os custos com mão de obra subiram 9,88% no período, e a escassez de mão de obra qualificada também preocupa.

“O mercado de trabalho brasileiro está muito aquecido. Dados da PNAD Contínua mostram que a taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,6%, o menor patamar desde 2012”, destacou a economista-chefe da CBIC.

A taxa de juros foi apontada como o principal obstáculo por empresários do setor pelo quarto trimestre seguido. Desde setembro de 2024, a Selic subiu de 10,5% para 15% ao ano. 

O Índice de Confiança da Indústria da Construção, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela CBIC, ficou em 48 pontos, o menor nível desde 2020.

A CBIC projeta continuidade de crescimento em 2026. As mudanças nas regras do financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) podem ajudar a incrementar a atividade. A expectativa é que R$ 37 bilhões sejam injetados no crédito habitacional já no próximo ano.

As novidades devem trazer alívio para o setor. Entre janeiro e agosto, o SBPE financiou R$ 97,1 bilhões em crédito imobiliário, queda de 18% em relação ao mesmo período de 2024 (R$ 118,5 bilhões). Do total, R$ 83,8 bilhões foram destinados à aquisição de imóveis, volume 7% inferior ao registrado no ano anterior (R$ 90,1 bilhões).

Já o financiamento para construção recuou 53%, passando de R$ 28,4 bilhões para R$ 13,3 bilhões no mesmo intervalo. “Temos uma perspectiva positiva para 2026, porque tivemos no ano passado um recorde de lançamentos, que estão começando a virar obras neste ano e seguirão assim em 2026 e 2027. Nós somos um setor cíclico, temos obras que iniciam e que terminam, mas o nosso patamar de atividade continua elevado”, pontuou a economista-chefe da CBIC.

Por outro lado, o Programa Reforma Casa Brasil também deve contribuir para a retomada do comércio de materiais de construção, com R$ 40 bilhões previstos para crédito em reformas e ampliações residenciais.

Brasil Terrenos tem R$ 6 bi para projetos

“Brasil Terrenos, nova gigante dos loteamentos, prevê R$ 6 bi em projetos” foi a manchete da página 16 do Caderno de Economia do jornal “Estadão” na edição de 29 de outubro. “A estimativa da empresa é de lançamento de 15 mil lotes por ano de 2025 a 2027”, explica o autor do texto, Circe Bonatelli, conhecido pelos nossos leitores por ter sido mediador dos Fóruns AELO Estadão de Loteamentos Urbanos em 2024 e 2025.

A seguir, o AELO ON reproduz a matéria de Circe e a foto de um dos projetos da Brasil Terrenos.

A Brasil Terrenos, empresa que vem despontando como a nova gigante no setor de loteamentos, prevê lançar projetos com um valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 6 bilhões no ciclo de 2025 a 2027, o equivalente a cerca de 15 mil lotes por ano. Se confirmada, essa atividade anual representará quase o dobro do realizado em 2024, quando lançou projetos avaliados em R$ 1 bilhão, totalizando 9 mil lotes.

Boa parte desse crescimento se deve ao vácuo deixado por algumas loteadoras de alcance nacional que enfrentaram dificuldades e encolheram suas atividades nos últimos anos. Outra explicação é que o negócio de loteamento exige muito capital dos empreendedores, pois não tem linhas de financiamento bancário. Isso limita a expansão das empresas que, geralmente, ficam restritas a poucos empreendimentos regionais.

Por sua vez, a Brasil Terrenos vem engrenando uma sequência de resultados que lhe deram musculatura para alçar voos maiores. A loteadora teve receita de R$ 1,9 bilhão em 2024, mais que o dobro de 2023, quando alcançou R$ 875 milhões. A margem bruta foi de 79% e a líquida, 64% - níveis que não se vê nem nas incorporadoras listadas na bolsa, em que essas marcas estão mais perto de 35% e 20%, respectivamente. Já o lucro líquido bateu em R$ 1,2 bilhão (conforme balanço auditado pela Grand Thornton), ficando atrás só da Cyrela, do lendário empresário Elie Horn, com R$ 1,6 bilhão.

A foto é de um empreendimento da Brasil Terrenos na cidade de Palmas, capital do Tocantins,

Abertura de capital está no radar

Esses números atraíram a atenção de bancos como BTG Pactual e Bank of America que, desde 2022, deixam a Faria Lima para pisar nos canteiros e estandes da Brasil Terrenos ao redor do País já pensando em arquitetar uma futura oferta de ações em bolsa (IPO, na sigla em inglês). “Sempre tivemos essa característica mais low profile, interiorana. Mas, por almejar uma abertura de capital, nos obrigamos a reportar os rumos que a empresa está tomando para dar visibilidade ao mercado”, diz à Coluna o vice-presidente da Brasil Terrenos, Alexandre Pereira.

Origem na empresa, no Pará

A loteadora foi criada pelos empresários Moisés Pereira e Sidney Penna em 2003, sob a alcunha Buriti Empreendimentos, na cidade de Redenção, interior do Pará. O negócio foi crescendo e hoje está em 79 municípios de 17 Estados, com 50 canteiros de obras em andamento. A sede passou para Goiânia. Já o nome foi alterado para deixar para trás o viés regional e refletir a capilaridade nacional.

A Brasil Terrenos é uma das poucas empresas que conseguem ser bem sucedidas mesmo espalhadas por várias localidades. Vale lembrar que a construção costuma ser um negócio local, dadas as peculiaridades dos sistemas construtivos e da legislação de cada municipalidade. Segundo o vice-presidente, a diversificação é um trunfo, pois as vendas nos mercados mais fortes compensam os negócios onde a demanda está mais fraca. “Estar espalhado traz uma fortaleza grande para o nosso negócio. Temos 100 mil vendas ativas em diferentes regiões”, destaca. A previsão é que cerca de 60% dos R$ 6 bilhões em lançamentos do triênio ocorram nas cidades onde já atua e outros 40% em novas localidades - especialmente na Região Sul.

Negócio é 100% verticalizado

O seu modelo de negócios conta com 100% de verticalização. Ou seja: a própria empresa é responsável pela compra dos terrenos, desenvolvimento dos projetos, vendas e obras, sem envolver terceiros de modo significativo. Isso contribui para uma margem maior. “Como viemos do interior, não tínhamos muita oferta de empreiteiros. Então, nós resolvemos sozinhos. O que era um problema, virou uma vantagem”, argumenta Pereira.

O financiamento dos projetos

O principal produto é o lote de 200 metros quadrados em condomínios abertos, que sai, em média, por R$ 120 mil. O comprador pode pagar só 5% na entrada (R$ 6 mil) com parcelamento do saldo restante em 180 a 240 meses, corrigidos por IPCA mais 7% a 9% ao ano. Na prática, a loteadora é uma financeira, com carteira protegida contra inflação, mas sem garantias reais. Segundo o vice-presidente, a inadimplência é baixa e não preocupa. “A saúde da nossa carteira é não termos juro abusivos e sim trabalhar com um montante natural”.

Para dar suporte ao crescimento, a empresa acaba de realizar a maior captação do segmento, no valor de R$ 700 milhões, por meio da emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). A operação teve garantia de colocação quatro grandes bancos (ABC, Itaú, XP e Bradesco). A empresa entrou em 2025 com dívida líquida de R$ 418 milhões e alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) baixa, de apenas 11%.

“Ano que vem é eleitoral, e o crédito costuma ficar mais escasso. Então, escolhemos por passar o próximo com uma caixa mais robusto, até para aproveitar oportunidades que apareçam”, conta Pereira. O empresário sabe também que não há uma janela para IPOs no curto prazo. “O IPO serviria para acelerar o plano de expansão. O que tinha que fazer internamente já foi feito. Quando aparecer a oportunidade, queremos mostrar que entregamos os resultados que estamos prometendo hoje”.

Scopel e Ângela: Vale do Paraíba em pauta

Pouco mais de um mês depois do Encontro do Mercado Imobiliário de São José dos Campos, que movimentou vários municípios do Vale do Paraíba, dois atuantes membros do Conselho Consultivo da AELO voltaram a trocar ideias, desta vez em São Paulo: o presidente Ciro Pereira Scopel e Ângela Paiva, que também é delegada Regional da AELO e diretora Regional do Secovi-SP em São José. Foram fotografados por Calão Jorge, em 23 de outubro, na reunião do Comitê Desenvolvimento Urbano (CDU), no Milenium Centro de Convenções.

Ciro Scopel, que havia visitado São José, em 16 de setembro, para acompanhar o Encontro do Mercado Imobiliário, deu os parabéns a Ângela pelo sucesso do evento organizado por ela e pela presidente da Associação das Construtoras do Vale do Paraíba (Aconvap), Maria Rita Singulano, no bairro Urbanova, com palestras do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, e do presidente da AELO, Caio Portugal.

Ciro Scopel, diretor da Scopel Empreendimentos e Obras S.A., empresa de São Paulo que completa 60 anos em 2026, acostumou-se a viajar pelo Vale do Paraíba, onde desenvolveu vários loteamentos nos últimos anos. Ele conversou com Ângela sobre a expressiva evolução de São José dos Campos e de outros municípios, como Taubaté, Jacareí, Cruzeiro, Pindamonhangaba, Lorena e Cachoeira Paulista. Por sua vez, Ângela, que equilibra sua movimentada agenda, como diretora da empresa familiar Urbavale Construtora e Imobiliária Ltda., AELO, Secovi-SP, presidência do Conselho Municipal de Meio Ambiente de São José dos Campos (Conam) e a atividade de missionária evangélica, pela qual coordena ações sociais em apoio a pessoas carentes. 

São José dos Campos, com Ângela Paiva, foi uma das regiões do Interior paulista representadas no CDU do dia 23. Lá estiveram também Amanda Amary, delegada Regional da AELO em Sorocaba, e Jorgito Donadelli, que, além de ser delegado Regional em Franca, é diretor de Relações Institucionais da entidade. 

Livro “AELO, 45 anos” recebe patrocínios

Renata Hernandes, diretora da BB Editora, de São Paulo, e Patrícia Miranda, gerente de Novos Negócios da empresa, que estiveram na sede da AELO e na reunião do CDU, em 23 de outubro, em 23 de outubro, informam que já começaram a atrair patrocinadores para o livro comemorativo “AELO, 45 Anos”, a ser lançado no segundo semestre de 2026. Várias outras empresas mostram interesse em comprar espaço para divulgar suas marcas no livro.

Importante: se você quiser anunciar no livro, pesquise sobre a empresa no Linkedin BB Editora ou no Instagram BB Editora.

E pode também entrar em contato com [email protected] ou com [email protected].

O jornalista Luiz Carlos Ramos, coordenador do projeto do livro e responsável pelos textos, já começou a selecionar as fotos a serem usadas nas páginas. Ele estará concentrado nos textos a partir de dezembro, depois de concluir o trabalho de edição do jornal impresso “AELO Informa” n.º 120.

Esta foto é ilustrada pela capa escolhida para o livro e para a foto da primeira reunião de Luiz Carlos Ramos com Patrícia, em 25 de julho. Na ocasião, Patrícia apresentou o modelo de contrato da BB Editora para livros comemorativos e mostrou duas das obras recentes da empresa. Luiz Carlos mostrou a ela alguns dos oito livros que já escreveu e, no dia seguinte, encaminhou o modelo de contrato ao presidente Caio Portugal. Após ouvir os demais diretores, Caio fechou negócio com a BB Editora e anunciou, no CDU, os planos para concretizar o livro dos 45 anos. 

Bianca e Carol, o apoio da 6P à AELO

As jovens e criativas publicitárias Bianca Ferreira, e Carol Spinelli, da agência 6P de propaganda e marketing, de Ribeirão Preto, são as atuais responsáveis pelo apoio ao boletim semanal AELO ON e a outros canais de comunicação da AELO.

Bianca exerce essa função há pouco mais de um ano. Por sua vez, Carol trabalha na 6P há bastante tempo, mas entrou para o time da AELO há três meses, quando da saída de Luciene Francisco.  Agradecemos à Luciene pela valiosa parceria nos últimos dois anos e lhe desejamos sucesso em seus novos desafios.

Aqui está a foto da dupla: Carol, à esquerda, e Bianca. Elas foram fotografadas em 6 de outubro, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, onde estiveram para acompanhar o 2.º Fórum AELO Estadão de Loteamentos Urbanos e para trocar ideias com diretores da AELO e com o assessor de Comunicação, jornalista Luiz Carlos Ramos.

Vai indo muito bem o apoio da 6P à comunicação da nossa entidade.

Mato Grosso combate os clandestinos

As autoridades da área Nordeste do Estado de Mato Grosso reforçaram a vigilância para evitar novos casos de loteamentos clandestinos. Com a conclusão das obras da Usina Hidrelétrica de Teles Pires, a maior do Estado, na divisa com o Pará, a região passou a ter uma efervescência econômica que atraiu muitas pessoas de outros Estados. É uma área situada perto de Sinop e que abrande os municípios de Alta Floresta, Colíder e Paranaíta. 

Recentemente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) confirmou a responsabilidade do município de Colíder para regularizar um loteamento clandestino no bairro Boa Esperança, em razão de omissão na fiscalização por parte da administração pública.

A decisão da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo, relatada pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, determinou que o município deve executar as obras de infraestrutura básica e realizar a regularização urbanística da área no prazo inicial de 180 dias, podendo esse prazo ser ampliado para até dois anos mediante apresentação de um plano técnico detalhado.

O caso teve origem em uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso após a constatação de diversas irregularidades no loteamento na Avenida Gavioli, entre as quais ausência de saneamento básico, de pavimentação inadequada e de infraestrutura mínima necessária para a qualidade de vida dos moradores.

Apesar de o município Colíder, de cerca de 30 mil habitantes, não ter autorizado o parcelamento de lotes, a Justiça entendeu que sua responsabilidade não pode ser afastada, pois cabe ao poder público o dever de fiscalizar e regularizar essas situações para garantir o ordenamento territorial e proteger os direitos dos adquirentes de lotes. 

Conforme previsto no artigo 40 da Lei Federal 6.766/199, quando o loteador não cumpre suas obrigações, o município deve intervir para regularizar o loteamento, evitando prejuízos ao desenvolvimento urbano.

A decisão ressalta ainda que o município pode buscar ressarcimento dos custos investidos na regularização por meio de ação regressiva contra o responsável direto pela irregularidade, ou seja, o loteador clandestino.

A relatora destacou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reforça o dever do município de regularizar loteamentos clandestinos, sem prejuízo da possibilidade de cobrar posteriormente os custos dessa regularização do loteador responsável.

Secovi-SP em Rio Preto: financiamento

O Secovi-SP realiza hoje, 6 de novembro, o encontro “O Crédito que Move o Mercado: Atualizações e Tendências do Financiamento Habitacional”, na Regional de São José do Rio Preto (foto), a 430 quilômetros de São Paulo. O evento será das 9h30 às 10h30, no Ipê Center Hotel.

A iniciativa vai apresentar um panorama das novas condições de crédito e suas implicações para corretores, construtoras, incorporadoras, loteadoras, imobiliárias e demais profissionais do setor. O objetivo é atualizar o mercado sobre as perspectivas do financiamento habitacional, oferecendo informações estratégicas para a tomada de decisão.

A programação contará com palestra de Dulce Silvério, superintendente de Rede da Caixa Econômica Federal, que abordará as recentes mudanças no crédito imobiliário. A coordenação ficará a cargo de Thiago Ribeiro, diretor Regional do Secovi-SP em São José do Rio Preto.

O encontro é voltado a associados e representados do Secovi-SP na região, além de profissionais do mercado imobiliário interessados em acompanhar as tendências e oportunidades do setor.

 AELO: (11) 3289-1788        www.aelo.com.br

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